Soja enfrenta baixa em Chicago enquanto Brasil tem preços mistos
Mercado é impactado por clima favorável nos EUA e baixa nas exportações

Na última segunda-feira, o mercado de soja fechou em baixa em Chicago, com as cotações físicas no Brasil apresentando desempenho misto. O contrato de julho caiu 0,62%, alcançando US$ 11,1575 por bushel, enquanto a negociação de agosto recuou 0,51%, para US$ 11,2250.
Essas quedas refletem as condições climáticas favoráveis no Cinturão Produtor dos Estados Unidos e a redução significativa nas inspeções de exportação. Os embarques de soja norte-americana caíram 54,8% em comparação à semana anterior, ficando abaixo das expectativas do mercado.
✨ As inspeções semanais de exportação de soja nos EUA caíram acentuadamente.
Enquanto isso, o farelo de soja também apresentou baixa, porém o óleo subiu 2,09%, em uma correção após perdas recentes e influenciado pela desvalorização do petróleo no mercado global. Após o fechamento das negociações, o USDA indicou que 66% das lavouras americanas estão em boas ou excelentes condições, com 93% da área plantada já emergida e 9% em floração.
No cenário brasileiro, a Abiove revisou para cima a estimativa de esmagamento para 2026, agora projetando 63 milhões de toneladas. A primeira avaliação para a safra 2026/27 aponta uma área plantada recorde de 49,006 milhões de hectares, representando um aumento de apenas 0,9%, o menor crescimento em 20 anos.
Preços nas Regiões Produtoras
Os preços da soja variaram nas diferentes regiões do Brasil. No Rio Grande do Sul, o porto de Rio Grande teve um aumento de 0,76%, atingindo R$ 133 por saca, enquanto o interior registrou valores entre R$ 125,50 e R$ 128. Em Santa Catarina, o porto de São Francisco foi cotado a R$ 131, com alta de 0,77%.
No Paraná, o preço em Paranaguá ficou em R$ 134. Além disso, as exportações do complexo soja totalizaram 6,72 milhões de toneladas até maio, apresentando um aumento anual de 8%. Em Mato Grosso do Sul, os preços permaneceram estáveis, com destaque para Chapadão do Sul a R$ 115,61.
Em Mato Grosso, a safra de soja foi confirmada em um recorde de 51,56 milhões de toneladas, mas o avanço na colheita do milho está gerando pressão sobre a capacidade de armazenagem da região.
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