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Agronegócio
3 min de leitura

Soja no Brasil enfrenta baixa e mercado lento ao longo da semana

Preços caem com dólar e cachorro nas cotações internacionais

Fernanda Lima01 de junho de 2026 às 18:50
Soja no Brasil enfrenta baixa e mercado lento ao longo da semana

O setor de soja no Brasil começou esta semana de forma bastante contida, com preços variando entre estabilidade e quedas notáveis, enquanto a movimentação no mercado permaneceu escassa. De acordo com Rafael Silveira, analista da Safras & Mercado, essa calmaria é resultado da combinação da desvalorização do dólar e das oscilações no preço da soja na Bolsa de Chicago.

Embora pela manhã os contratos de soja tenham apresentado uma leve alta na CBOT, essa tendência foi revertida à tarde. Com o dólar se aproximando novamente da marca de R$ 5,00, a competitividade dos preços internos foi comprometida, levando os vendedores a se afastarem do mercado. Silveira destacou que essa situação tem resultado em uma retenção de negócios por parte dos produtores.

Menor interesse em vendas resultou em movimentação reduzida e negociações pontuais.

Preços da Soja em Diferentes Regiões

Confira as últimas cotações na bolsa de valores: - Passo Fundo (RS): de R$ 126,00 para R$ 125,50 - Santa Rosa (RS): de R$ 127,00 para R$ 126,50 - Cascavel (PR): de R$ 121,00 para R$ 120,50 - Rondonópolis (MT): de R$ 110,00 para R$ 109,00 - Dourados (MS): de R$ 115,00 para R$ 114,00 - Rio Verde (GO): de R$ 113,00 para R$ 112,00 - Paranaguá (PR): de R$ 132,00 para R$ 131,50 - Rio Grande (RS): de R$ 132,00 para R$ 131,50

Na Bolsa de Chicago, o fechamento dos contratos futuros de soja na segunda-feira apresentou um cenário misto. As cotações mais próximas foram influenciadas por boas condições climáticas no cinturão produtivo dos Estados Unidos, enquanto os vencimentos mais distantes se beneficiaram da alta no preço do petróleo. As chuvas ocorridas no último fim de semana favoreceram o crescimento das lavouras norte-americanas.

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O mercado está aguardando novos relatórios do USDA, que trarão informações sobre o estado das lavouras e os índices de esmagamento de maio.

Na última semana, as inspeções de exportação dos Estados Unidos atingiram 494.286 toneladas, uma queda em relação aos 588.897 toneladas da semana anterior e bem abaixo das 301.459 toneladas no mesmo período do ano passado. A alta do petróleo também teve um impacto significativo, especialmente após a interrupção das negociações entre o Irã e os Estados Unidos.

  • 1Contratos de julho fecharam a US$ 11,80 3/4 por bushel, queda de 0,50%
  • 2Contratos de agosto encerraram a US$ 11,85 por bushel, recuo de 0,44%
  • 3Farelo de soja caiu para US$ 326,50 por tonelada, queda de 1,00%
  • 4Óleo de soja subiu para 79,09 centavos de dólar por libra-peso, alta de 1,76%

O câmbio também sofreu modificações, com o dólar comercial fechando em baixa de 0,47%, cotado a R$ 5,0211 para venda. Durante o dia, a moeda chegou a oscilar entre R$ 5,0120 e R$ 5,0455.

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