Soja sofre pressão em meio a incertezas no Brasil e nos EUA
Cotações internacionas em queda e cautela dominam o setor agrícola

O mercado da soja passou por um dia de baixas, refletindo pressão nas cotações internacionais e cautela entre os principais produtores do Brasil. A melhora climática nos Estados Unidos afetou os preços na Bolsa de Chicago, apesar da demanda crescente da China.
Os contratos de soja em Chicago apresentaram desempenho misto, com a referência de agosto registrando queda de 0,06%, encerrando a US$ 11,7725 por bushel. Já o contrato com vencimento em setembro caiu 0,32%, alcançando US$ 11,7225. O farelo também enfrentou recuo de 0,38% para agosto, enquanto o óleo perdeu 1,19%.
As chuvas e temperaturas amenas nas Grandes Planícies Centrais e em Iowa diminuíram as preocupações relacionadas às lavouras em floração e enchimento de vagens. Essa condição climática mais favorável ofuscou a recente elevação da área de soja afetada pela seca no Meio-Oeste, que subiu de 18% para 26%.
✨ Demanda da safra 2025/26 totalizou 302,3 mil toneladas, superando expectativas.
Em relação às vendas da safra 2026/27, o volume chegou a 1,333 milhão de toneladas, das quais 519 mil foram destinadas à China. Foi equacionada ainda uma venda adicional de 132 mil toneladas para o mesmo destino.
No cenário nacional, o mercado físico do Brasil apresentou baixa liquidez, com os agricultores focados no planejamento da próxima safra. No Rio Grande do Sul, os preços caíram em várias regiões, destacando-se o porto de Rio Grande, onde a saca foi negociada a R$ 148.
Santa Catarina viu as cotações estabilizarem, enquanto os produtores postergaram a compra de insumos, atentos aos riscos de uma transição para fenômenos climáticos como o La Niña. Em Paraná, o frete até o porto de Paranaguá impactou a rentabilidade, custando R$ 210 por tonelada em Cascavel.
Na região de Mato Grosso do Sul, a liquidez seguiu restrita, enquanto em Mato Grosso, os produtores relataram uma diferença significativa entre o preço do grão e o custo estimado de R$ 2.945,40 por hectare em insumos. O panorama mantém o setor cauteloso diante dos altos custos, do crédito mais restrito e da volatilidade nos mercados externos.
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