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Agronegócio
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Trigo enfrenta desafios climáticos no Hemisfério Norte

Mercado brasileiro vê recuperação, mas riscos persistem

Giovani Ferreira14 de maio de 2026 às 07:15
Trigo enfrenta desafios climáticos no Hemisfério Norte

O mercado de trigo enfrenta uma fase delicada no Hemisfério Norte, apesar de uma leve recuperação no Brasil. Dados da Consultoria Agro do Itaú BBA indicam que a seca em áreas produtivas nos Estados Unidos, juntamente com desafios climáticos em outros locais, resulta em flutuações nas cotações.

Nos EUA, a colheita de trigo de inverno sofre com a falta de umidade, o que gera preocupações em relação à qualidade e produtividade. Além disso, o relatório menciona problemas climáticos que afetam também regiões produtoras na Austrália e na China, complicando a perspectiva de oferta não apenas no mercado norte-americano, mas globalmente.

O Brasil continua dependente das importações para suprir a demanda interna durante a entressafra.

Com a escassez interna, os preços do trigo brasileiro tendem a acompanhar os custos de importação. No entanto, a valorização do real oferece um certo alívio, reduzindo a pressão dos preços internacionais sobre o mercado local. Isso significa que, mesmo com o cenário internacional, as elevações nos preços não são totalmente transferidas para o consumidor brasileiro.

Para os agricultores, a próxima colheita será definida pelo equilíbrio entre fatores como clima, variações cambiais e a demanda da indústria. A possibilidade de um El Niño pode ajudar a mitigar riscos associados a geadas severas, mas também pode trazer complicações adicionais, como chuvas excessivas durante a colheita.

Contexto Global

A volatilidade das cotações de trigo é influenciada por fatores climáticos e econômicos em diferentes países. A situação nos EUA, Austrália e China e a dinâmica da moeda brasileira são determinantes chave.

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