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Mercado do trigo em alta impulsionado por clima e incertezas globais

Expectativas de menor área plantada nos EUA reforçam preços positivos

Carlos Silva12 de maio de 2026 às 08:15
Mercado do trigo em alta impulsionado por clima e incertezas globais

O mercado de trigo observou uma valorização significativa nas bolsas internacionais nesta segunda-feira, influenciada pela previsão de redução nas áreas cultivadas e por fatores climáticos e geopolíticos.

De acordo com a TF Agroeconômica, os contratos negociados nos EUA tiveram alta com investidores antecipando que o relatório WASDE do USDA indicará a menor área plantada desde 1919, resultando em uma colheita projetada de 47 milhões de toneladas.

Na Bolsa de Chicago, o contrato do trigo brando SRW para maio subiu 2,43%, atingindo US$ 622,25 por bushel.

Para julho, o aumento foi de 2,42% em comparação com o mês anterior, fechando a US$ 634,00. Em Kansas, o trigo duro HRW também subiu 1,55%, enquanto o trigo HRS de Minneapolis teve uma alta de 1,18%.

Na Euronext de Paris, o trigo para moagem com vencimento em setembro encerrou a € 208,25, refletindo um aumento de 0,97%. Essa valorização foi ainda mais acentuada pela instabilidade política no Oriente Médio e na Ucrânia, além da severa seca nas Grandes Planícies do Sul, o que gerou compras técnicas de fundos de investimento.

Contexto

O trigo se destacou como o produto com maior valorização entre os mercados observados, com Chicago exibindo um avanço de 15 centavos por bushel.

No Brasil, especificamente no Rio Grande do Sul, houve um bom volume de vendas, embora tenha sido notável a sobra de sementes. As perspectivas indicam que a área plantada pode ser inferior às previsões iniciais, uma vez que sementeiros reportam baixa demanda.

Os preços se mantiveram estáveis, mesmo com a desvalorização do dólar, devido à falta de um aumento significativo na demanda ou na oferta. Para a nova safra, foram realizados negócios a R$ 1.250 por tonelada CIF, com 40 mil toneladas negociadas em contratos futuros.

Em Panambi, o preço ao produtor foi cotado a R$ 62,04 por saca. Santa Catarina apresentou um mercado lento, reflexo do desempenho das vendas de farinhas, embora tenha havido altas pontuais internas. Ofertas na região chegaram a R$ 1.350 por tonelada FOB.

No Paraná, com os moinhos abastecidos, os preços recuaram, com negócios variando entre R$ 1.330 e R$ 1.400 FOB, dependendo da localidade.

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