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Agronegócio
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União Europeia intensifica ações contra resistência antimicrobiana

Retaliações ao acordo Mercosul são observadas no agronegócio

Acro Rodrigues12 de maio de 2026 às 20:20
União Europeia intensifica ações contra resistência antimicrobiana

A União Europeia (UE) anunciou ações mais rigorosas para combater a resistência antimicrobiana, impactando diretamente o Brasil e seus parceiros do Mercosul.

Contexto das negociações

Desde junho de 2023, as autoridades europeias têm alertado o Brasil e outros países sobre a necessidade de intensificar a luta contra a resistência antimicrobiana, com a falta de progresso nas negociações contribuindo para decisões adversas. Isso, somado ao desejo de alguns setores da UE, principalmente da França e Polônia, de retaliar o acordo Mercosul, pode ter influenciado a imposição de novas restrições.

A resistência antimicrobiana é considerada uma das três principais ameaças à saúde global.

Pontos principais do alerta europeu

A Comissão Europeia identificou a resistência antimicrobiana como uma prioridade e defende ações conjuntas entre países e setores para enfrentá-la.

A resolução da UE, aprovada em junho de 2023, destaca que a resistência antimicrobiana afeta a saúde humana, animal e o meio ambiente, exigindo um esforço colaborativo global. O governo brasileiro iniciou diálogos para definir um protocolo para a exportação de carne, que ainda não progrediu, levando à restrição atual.

Impacto no agronegócio

O mercado europeu é um dos principais receptores da proteína brasileira, e a expectativa era de que o acordo resultasse em ampliação das vendas. No entanto, a conjuntura atual demonstra que a UE colocou em prática normas que o agronegócio brasileiro considera desleais e prejudiciais, inclusive insinuando uma possível contaminação da carne brasileira.

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Estamos em diálogo constante para demonstrar que a carne brasileira cumpre todos os padrões exigidos pela UE

Ministério da Agricultura

O Ministério da Agricultura ressaltou que, nos últimos 40 anos, o Brasil atendeu aos requisitos para exportações à UE e acredita que por meio do diálogo é possível reverter a atual situação.

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