Voltar
economia
2 min de leitura

Reino Unido seguirá importando carnes do Brasil após exclusão da UE

Avaliação própria do Reino Unido assegura continuidade das importações

Gabriel Rodrigues20 de julho de 2026 às 15:50
Reino Unido seguirá importando carnes do Brasil após exclusão da UE

O Reino Unido não interromperá as importações de carne do Brasil, mesmo após a exclusão do país da lista de fornecedores da União Europeia, que ocorrerá em 3 de setembro. Essa informação foi divulgada por meio da Associação Internacional do Comércio de Carnes (Imta), que confirmou que o mercado britânico não enfrentará restrições nessa data.

Avaliação do Reino Unido

A Imta destacou que o Reino Unido está realizando sua própria análise sobre a resistência antimicrobiana nos sistemas de controle do Brasil, independentemente da avaliação da UE. As autoridades britânicas devem finalizar a verificação da conformidade com um novo protocolo introduzido pelo Brasil em 1º de julho, o qual regulamenta a rastreabilidade de antibióticos nas cadeias de produção de carne bovina e aves.

A Irlanda do Norte será a única parte do Reino Unido a acompanhar a proibição da UE às carnes brasileiras a partir de 3 de setembro.

Nas reuniões recentes com o Departamento de Meio Ambiente, Alimentação e Assuntos Rurais do Reino Unido (Defra), a Imta recebeu orientações sobre a dificuldade de atender às novas normativas, especialmente em relação à carne bovina, que requer um ciclo de vida mais longo para a produção em comparação com aves.

Se a análise indicar que o novo protocolo brasileiro não atende às exigências de segurança, as importações de carne bovina e aves poderão ser suspensas em todas as partes do Reino Unido a partir de fevereiro de 2027.

Contexto da Importação

O Reino Unido planeja alinhar-se ao regulamento europeu de antimicrobianos até meados de 2027, limitando as importações a países previamente aprovados pela UE. No início deste mês, o Brasil anunciou novos procedimentos para controle de antimicrobianos na cadeia produtiva, visando atender à legislação europeia.

Não perca nenhuma notícia!

Receba as principais notícias e análises diretamente no seu email. Grátis e sem spam.

Ao assinar, você concorda com nossa política de privacidade.

Gostou desta notícia? Compartilhe!

Mais de economia