Suspensão de importações a partir de setembro destaca desafios para a pecuária

A partir do dia 3 de setembro, a União Europeia e a Noruega iniciarão a suspensão das importações de produtos de origem animal provenientes do Brasil que não estiverem em conformidade com novas regulamentações. Essas normas envolvem restrições significativas ao uso de antimicrobianos.
O Sindicato Nacional da Indústria de Produtos para Saúde Animal (Sindan) destacou a necessidade de adaptar as cadeias produtivas e implementar regras específicas para atender essas exigências do mercado internacional.
Gabriela Mura, diretora do Sindan, sublinhou a importância dos antimicrobianos na saúde animal, especialmente na pecuária brasileira. Ela listou dois aspectos cruciais: a proibição de substâncias consideradas essenciais para a saúde humana, conforme orientação da Organização Mundial da Saúde, e a proibição de aditivos antimicrobianos que melhoram o desempenho dos animais e já têm registro no Brasil.
✨ Essas moléculas são utilizadas exclusivamente em animais e possuem aprovação de segurança por agências reguladoras da Europa.
Apesar dos desafios apresentados, a União Europeia estabeleceu essas novas normas há quase dois meses. Mura acredita que o Brasil está preparado para se adequar às exigências, citando que já implementou protocolos de segregação bem-sucedidos para outros mercados.
No entanto, a situação é mais preocupante para a bovinocultura de corte, dada a longa duração do ciclo de vida dos animais. O Sindan permanece ativo na busca de soluções para que a pecuária brasileira não perca acesso a mercados internacionais.
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