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Agronegócio
2 min de leitura

Setor de carne do Brasil teme consequências da decisão da UE

Indústrias enfrentam desafios após exclusão do país da lista sanitária

Acro Rodrigues13 de maio de 2026 às 10:10
Setor de carne do Brasil teme consequências da decisão da UE

As lideranças do setor de carne do Brasil estão alarmadas após a decisão da União Europeia (UE) de retirar o país da lista de nações que atendem às normas sanitárias relacionadas ao uso de antibióticos. A medida não apenas compromete a imagem do Brasil internacionalmente, como também pode impactar negativamente as exportações, que totalizaram US$ 1,8 bilhão em 2025.

Impacto no Comércio Exterior

Os representantes da indústria acreditam que essa decisão pode instigar novos requisitos por parte de outros importadores. Mesmo com a possibilidade de reverter a situação até setembro, o sentimento é de que 'o estrago já está feito', conforme declarações de fontes do setor exportador. Não há, até agora, sinais de retaliações imediatas de outros países, mas a mudança na política europeia pode desencadear medidas protecionistas em mercados como China e Japão, que são clientes significativos.

A capacidade de exportação do Brasil para a Europa, que já alcança US$ 1 bilhão, pode ser gravemente afetada.

Reação do Setor e Medidas do Governo

Na terça-feira (12/3), a decisão da UE foi anunciada, justificando que o Brasil não cumpriu as regras de uso de antimicrobianos. Pecuaristas irlandeses celebraram a decisão, citando a facilidade de acesso a antibióticos proibidos na Europa no território brasileiro. O governo brasileiro expressou surpresa e prometeu ações para reverter a exclusão, mas essa resposta gerou críticas entre os líderes do setor, que destacaram falhas nas negociações.

"

O governo precisa ser mais proativo nas negociações, pois isso compromete nossa exportação

Liderança do setor de carne bovina.

Contexto Adicional

Em abril de 2026, a Secretaria de Defesa Agropecuária publicou novas portarias que proíbem o registro e uso de antibióticos em animais destinados à alimentação humana. O prazo para adaptação é de 180 dias, com a proibição da UE entrando em vigor em 3 de setembro.

O ministério foi contatado para comentar a situação, mas não respondeu até o fechamento desta reportagem.

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