Aumento das exportações e firmeza nos preços destacam cenário positivo.

O mercado de milho encerrou a semana com um significativo aumento nos contratos futuros, além de uma sólida sustentação de preços em áreas produtoras essenciais. Essa valorização é pautada por uma oferta global em queda, um crescimento nas exportações e uma atitude decidida por parte dos vendedores.
De acordo com a TF Agroeconômica, a B3 acompanhou a tendência otimista das bolsas internacionais. No fechamento da última semana, o contrato de milho para setembro de 2026 foi negociado a R$ 71,50, com um avanço diário de R$ 0,21 e semanal de R$ 0,20. O contrato de novembro também mostrou valorização, terminando a R$ 77,90, e janeiro de 2027 atingiu R$ 81,00.
✨ O dólar registrou alta de 1%, e o mercado físico viu um aumento de 2,37% nos preços.
O plantio da safra 2026/27 está apresentando um progresso desigual, afetado pelas condições climáticas que variam entre umidade e chuvas. No Rio Grande do Sul, por exemplo, as cotações de saca variam entre R$ 58 e R$ 65, e a média estadual, de acordo com a Emater, aumentou para R$ 60,23.
Em Santa Catarina, os preços ficam próximos de R$ 60 por saca, com a demanda situada em torno de R$ 55, criando um déficit que se aproxima de 6 milhões de toneladas. Por outro lado, no Paraná, a colheita da segunda safra atinge 83%, enquanto o plantio de 2026/27 inicia com 6% concluído.
"O preço ao produtor no Paraná fechou a semana em R$ 56,79 por saca, um aumento de 7,8% em relação a julho.
Em Mato Grosso do Sul, os preços estão entre R$ 50 e R$ 55, impulsionados pela demanda da indústria de bioenergia.
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Jornalista especializado em Agronegócio

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