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Frente fria afeta gado em Mato Grosso do Sul com 83 mortes

Impacto severo no rebanho revela vulnerabilidades em pastagens

Ricardo Alves26 de maio de 2026 às 12:40
Frente fria afeta gado em Mato Grosso do Sul com 83 mortes

A primeira frente fria de 2026 trouxe sérias consequências para os pecuaristas de Mato Grosso do Sul, levando à morte de 83 bovinos em cinco propriedades devido a casos de hipotermia, conforme informou a Agência Estadual de Defesa Sanitária Animal e Vegetal (Iagro).

O impacto das condições climáticas

Segundo Daniel Ingold, diretor-presidente da Iagro, a combinação de uma inversão térmica com chuvas, garoas e ventos fortes reduziu rapidamente a temperatura de 32 °C para 5 °C, expondo especialmente os animais que já estavam debilitados ou estressados. Ele destaca que o cenário atual revela um aumento na gravidade das condições climáticas, com eventos extremos cada vez mais frequentes.

“Os extremos climáticos estão se intensificando, colocando em risco a saúde do rebanho”, afirma Ingold.

Características das pastagens na região

O Pantanal, que ocupa cerca de 65% do território do estado, apresenta grandes áreas abertas sem vegetação que ofereça abrigo, deixando os animais vulneráveis ao vento frio. Ingold observa que a falta de cobertura vegetativa pode levar a uma sensação térmica ainda mais baixa do que a temperatura registrada, aumentando o risco de mortes.

Histórico de perdas e manejo adequado

O problema não é novo; o diretor menciona que relatos de mortes devido ao frio existem desde a década de 1960, com picos de mortalidade registrados em 2010 e 2023. Em 2023, cerca de 3 mil bovinos morreram devido à hipotermia. Para este ano, embora o total de 83 mortes seja menor, Ingold adverte que a situação é igualmente preocupante, demandando atenção redobrada dos produtores.

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“É uma perda significativa e uma situação lamentável para os produtores”, diz Ingold.

Estratégias para mitigação

Em resposta ao frio, o manejo do rebanho é fundamental. O diretor recomenda que os produtores monitorem a saúde dos animais e busquem áreas mais protegidas para evitar exposições desnecessárias. Ele alerta que a hipotermia pode ser letal sem aviso prévio, muitas vezes levando à morte de forma súbita.

Manter animais mais frágeis em locais protegidos e usar suplementação alimentar é crucial para evitar perdas.

Reação às notificações de mortalidade

A Iagro investiga todas as mortes de gado em larga escala para descartar outras causas, uma vez que o estado é considerado livre de febre aftosa sem vacinação. A comunicação rápida de casos permite que a agência monitore a situação e oriente os produtores sobre possíveis intervenções.

O acompanhamento das condições climáticas se torna essencial para que os pecuaristas possam se preparar e proteger seus rebanhos adequadamente.

Consequências da alimentação

Além das mortes, as condições climáticas adversas comprometem a qualidade das pastagens, aumentando às vezes a necessidade de suplementação e até o confinamento dos animais, em modelos como o boitéis, onde os produtores pagam por engorda em empresas especializadas.

Contexto adicional

As flutuações climáticas em regiões como o Pantanal têm impacto direto não só na saúde animal, mas também na economia local, trazendo perdas significativas aos produtores.

Preparação para o futuro

Com a previsão de novas frentes frias, saber como essas mudanças afetam o clima pode ajudar os produtores a desenvolver estratégias eficazes para manter o rebanho seguro e saudável, reduzindo perdas tanto econômicas quanto emocionais.

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