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Agropecuária
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Seguradoras criticam falta de investimentos em seguro rural

Ação necessária para mitigar riscos climáticos

Gabriel Rodrigues14 de julho de 2026 às 13:45
Seguradoras criticam falta de investimentos em seguro rural

Nesta terça-feira, 14 de julho, representantes da Confederação Nacional das Seguradoras (CNseg) e parlamentares criticaram a falta de prioridade na alocação de recursos destinados à mitigação de riscos climáticos no Brasil, citando o alto custo de renegociações de dívidas rurais como uma estratégia equivocada.

Dyogo Oliveira, presidente da CNseg, afirmou que a questão não reside na falta de financiamento, mas na escolha feita pelo governo em investir em dívidas, que geralmente resultam de problemas climáticos. Ele destacou que a gestão adequada de risco poderia ter evitado a necessidade de renegociar dívidas, prevenindo a inadimplência dos agricultores.

Oliveira alertou que o foco apenas em soluções de curto prazo está gerando um aumento insustentável da dívida pública, tornando inviável a administração da situação no futuro.

Tereza Cristina, senadora e ex-ministra da Agricultura, concordou que a falta de lógica na alocação de recursos públicos precisa ser corrigida, ressaltando a importância do seguro rural para evitar novos endividamentos. Ela enfatizou que um marco legal atualizado para o seguro rural é crucial, mas apenas um primeiro passo em uma mudança cultural necessária entre os agricultores.

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"O seguro rural é fundamental para resolver problemas da agricultura brasileira, caso contrário, seremos sempre dependentes de apoios governamentais. Precisamos de uma nova abordagem e mudança cultural para a adoção do seguro."

Tereza Cristina

Mônica Sodré, CEO da Meridiana, destacou que o risco climático deve ser uma prioridade nas discussões políticas e econômicas, sugerindo que apenas 3% da área agrícola no Brasil conta com seguro. Isso significa que uma grande parte do setor opera em condições vulneráveis.

Tânia Zanella, presidente-executiva da OCB e do IPA, mencionou que estão elaborando uma nova política agrícola em parceria com a FGV-Agro, que incluirá medidas para melhorar o seguro rural, com a meta de engajar os futuros candidatos à presidência nesse compromisso.

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