Frente fria traz frio intenso, mas El Niño promete calor excessivo
O inverno chega com temperaturas abaixo de 0°C, mas onda de calor pode surgir em agosto e setembro.

Com a chegada do inverno neste domingo (21), o Brasil enfrentará temperaturas negativas no Sul e em partes do Sudeste durante julho. Entretanto, a previsão de um El Niño de alta intensidade poderá resultar em ondas de calor a partir do final da estação.
Primeira onda de frio e impacto do El Niño
O inverno começará sob o efeito de uma frente fria robusta, trazendo a primeira onda de frio do ano. Segundo a Climatempo, a massa de ar polar associada a esse sistema deve provocar uma queda acentuada das temperaturas nas regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste já na primeira semana do inverno, além de uma nova friagem em Rondônia, Acre e no sul do Amazonas.
✨ A previsão indica picos de calor intenso para agosto, especialmente no Centro-Oeste e no Sudeste.
A massa de ar polar deverá se estender até as regiões de Goiânia, Brasília, norte de Minas Gerais e extremo sul da Bahia. Ao mesmo tempo, dias quentes estão previstos para as regiões Norte e Nordeste do país. Em setembro, há um aumento da probabilidade de ondas de calor afetando o Centro-Oeste e o Sudeste.
Temperaturas e precipitação durante o inverno
Embora o fenômeno El Niño para 2026/2027 tenha uma alta probabilidade de ser forte ou muito forte, as temperaturas médias do inverno em várias regiões, como o Sul, Mato Grosso do Sul, São Paulo e partes de Minas Gerais e Rio de Janeiro, devem seguir próximos aos padrões históricos. No entanto, é esperado que o Centro-Oeste, Nordeste e Norte apresentem temperaturas acima do normal durante a estação.
Impacto das chuvas no inverno
O El Niño deverá alterar o padrão de precipitação, trazendo mais instabilidade atmosférica na região Sul, com aumento de frentes frias, chuvas intensas e temporais ao longo da estação.
A previsão é de que as chuvas superem a média nos três estados do Sul, especialmente no sudoeste do Paraná. Mesmo em áreas que costumam ter invernos secos como Sudeste e Centro-Oeste, a expectativa é de episódios de chuvas atípicas, com volumes ligeiramente acima da média.
No Norte, regiões como Acre, Rondônia e o sul do Amazonas devem registrar chuvas acima do normal. Por outro lado, o típico clima seco e quente do Nordeste deve prevalecer, com previsão de chuvas abaixo da média em julho, agosto e setembro.
O cenário no extremo norte do país também indica volumes reduzidos de precipitação, principalmente em Roraima, no norte do Amazonas, Amapá e norte do Pará, onde o tempo seco deve dominar.
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