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El Niño deve amenizar frio no Brasil neste inverno de 2026

Fenômeno influencia clima e previsão de chuvas no país

Fernanda Lima18 de junho de 2026 às 18:30
El Niño deve amenizar frio no Brasil neste inverno de 2026

O inverno no Hemisfério Sul terá início no domingo (21), às 5h25, e a expectativa é de temperaturas mais amenas no Brasil nos próximos meses. A consultoria Nottus destacou que o fenômeno El Niño deve reduzir a intensidade do frio, especialmente a partir de agosto.

Confirmado na semana passada pela NOAA, o El Niño se caracteriza pelo aumento anormal da temperatura da superfície do Oceano Pacífico na região equatorial, atingindo 0,5 graus Celsius acima da média histórica.

Previsão aponta chuvas acima da média no Sul e secas no Norte e Nordeste.

Durante o inverno, a Nottus projeta precipitações elevadas na Região Sul, enquanto Norte e Nordeste devem enfrentar chuvas com menor duração e intensidade, aumentando o risco de secas. Além disso, julho deve ser um mês de chuvas acima da média nas regiões Sudeste e Centro-Oeste.

Impactos e Previsões

Alexandre Nascimento, meteorologista da Nottus, comentou que embora as temperaturas iniciais sejam mais baixas, o impacto do El Niño limitará a duração de episódios de frio intenso. Veranicos são esperados em algumas áreas do centro do país.

Para agosto, previsões indicam chuvas no norte do Brasil, na região leste do Nordeste e no sul, com volumes possivelmente superiores à média histórica. Em contraponto, o interior do Nordeste, Goiás e Minas Gerais devem apresentar períodos secos.

Em setembro, as chuvas continuarão acima da média no Sul, enquanto as regiões norte e leste do Nordeste enfrentarão precipitações abaixo do normal. Nascimento frisou que, neste momento, não se esperam eventos climáticos extremos similares aos registrados no Rio Grande do Sul nos meses de abril e maio de 2024.

Contexto sobre o El Niño

O fenômeno El Niño influencia o clima global, alterando padrões de temperatura e precipitação, com efeitos diretos em diversas atividades econômicas, incluindo agricultura e produção de energia.

O estudo também indicou a probabilidade de um El Niño forte entre setembro e fevereiro de 2027, com potenciais repercussões para o sistema elétrico brasileiro.

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