Exportações de mel natural atingem US$ 42,09 milhões entre janeiro e maio.

As exportações brasileiras de mel natural reuniram um total de US$ 42,09 milhões nos primeiros cinco meses de 2026, apesar da redução no volume embarcado. Segundo o Boletim Conjuntural do Departamento de Economia Rural (Deral), os embarques foram de 12.022 toneladas, representando uma quedas de 21% em comparação com as 15.217 toneladas do ano passado.
A receita também apresentou um recuo significativo, passando de US$ 48,67 milhões para os atuais US$ 42,09 milhões, correspondendo a uma queda de 13,5%. Contudo, o mel brasileiro foi comercializado a um preço médio maior no mercado externo, alcançando US$ 3.501,04 por tonelada, uma alta de 9,5% em relação à média de US$ 3.198,45 do ano anterior.
Minas Gerais se destacou como o principal exportador, gerando receita de US$ 9,4 milhões a partir de 2.643 toneladas embarcadas, embora tenha enfrentado um desempenho inferior ao de 2025. Santa Catarina subiu para a segunda posição, com um aumento de 63,4% nas exportações, faturando US$ 8,5 milhões com 2.412 toneladas. O Paraná seguiu na terceira posição, exportando 2.076 toneladas e arrecadando US$ 7,18 milhões, mas registrou um declínio significativo nas vendas.
Na sequência estão o Piauí, que cresceu 65,2% no volume embarcado e arrecadou US$ 3,6 milhões, e São Paulo, que completa o ranking dos cinco maiores exportadores.
Os Estados Unidos continuam a ser o maior importador do mel brasileiro, absorvendo 63,6% do total exportado entre janeiro e maio, o que equivale a 7.650 toneladas e uma receita de US$ 26,68 milhões. No entanto, as compras americanas diminuíram em 39,2% em relação ao ano passado, resultando em uma queda de 33,5% na receita.
✨ A recente decisão da Suprema Corte dos Estados Unidos, que retirou a tarifa adicional de 50% para produtos brasileiros, pode ajudar na recuperação das exportações.
Com a revogação dessa tarifa, o mel retorna a uma tributação entre 10% e 15%, o que pode impulsionar as vendas ao longo do restante do ano. Embora o mercado norte-americano tenha reduzido suas compras, outros países como Canadá e Alemanha têm ampliado suas demandas.
Com a retirada do Brasil da lista de países autorizados a exportar mel para a União Europeia, a indústria apícola do Brasil terá que se adaptar para mitigar os impactos negativos sobre o comércio internacional.
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Jornalista especializado em Agronegócio

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