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Greve na Long Island Rail Road afeta transporte em Nova York

Paralisação impacta 300 mil passageiros diariamente na região.

Ricardo Alves16 de maio de 2026 às 11:00
Greve na Long Island Rail Road afeta transporte em Nova York

A greve dos trabalhadores da Long Island Rail Road, a principal ferrovia suburbana dos Estados Unidos, paralisou integralmente os serviços, afetando centenas de milhares de passageiros na área metropolitana de Nova York.

Representando 3.500 funcionários, a paralisação é a primeira ocorrida desde 1994 e sensibiliza a região, especialmente no início da semana, quando quase 300 mil pessoas utilizam o serviço diariamente.

As negociações entre os cinco sindicatos e a administração da ferrovia não resultaram em um acordo sobre aumento salarial e condições de trabalho, levando à greve que começou à 0h01 do sábado.

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"Após dois dias de negociações, as partes não chegaram a um consenso"

Kevin Sexton, vice-presidente da Irmandade dos Engenheiros e Maquinistas.

Os trabalhadores pleiteiam o primeiro aumento desde 2022, em meio a crescentes custos de vida.

Através da MTA, a Autoridade Metropolitana de Transportes, foi comunicada a limitação no transporte alternativo, que poderá atender apenas 26 mil passageiros por dia.

A recomendação para evitar o deslocamento na cidade se torna mais crítica devido ao aumento nos preços dos combustíveis e à imposição de novos pedágios em Manhattan.

Reações e próximos passos na negociação

A governadora Kathy Hochul caracterizou a greve como irresponsável e expressou preocupação sobre as possíveis tarifas elevadas aos passageiros. Ela instou sindicatos e a MTA a reabrirem as negociações.

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"Os passageiros estão enfrentando transtornos desnecessários, e milhares de trabalhadores estão sem salário por decisões de poucos líderes sindicais"

Kathy Hochul.

Janno Lieber, diretor da MTA, reiterou a insuficiência de recursos para satisfazer as exigências dos sindicatos, enfatizando a responsabilidade fiscal da agência.

Embora as ferrovias tenham barreiras trabalhistas que dificultam greves, os sindicatos superaram esses desafios. A possibilidade de intervenção do Congresso permanece, mas a situação não é comparável à de greves anteriores de ferrovias de carga.

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