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Incêndio na Andaluzia deixa 12 mortos e 23 desaparecidos

Bombeiros enfrentam um dos mais letais incêndios da história da Espanha

Gabriel Rodrigues10 de julho de 2026 às 09:40
Incêndio na Andaluzia deixa 12 mortos e 23 desaparecidos

Um incêndio devastador na Andaluzia, sul da Espanha, resultou na morte de 12 pessoas e deixou 23 desaparecidas, enquanto os bombeiros continuam seus esforços para conter as chamas. Este incêndio é considerado um dos mais mortais já registrados no país.

Entre os mortos, um cidadão espanhol foi identificado, enquanto as outras vítimas parecem ser principalmente de nacionalidade estrangeira. Muitas delas desobedeceram as recomendações de permanecer em locais seguros e tentaram fugir em veículos, conforme as chamas se alastravam rapidamente nas imediações de Los Gallardos, na província de Almería.

Os dados iniciais indicam que a maioria das vítimas são cidadãos estrangeiros.

Antonio Sanz, o chefe de emergências da Andaluzia, relatou que quatro pessoas que morreram dentro de um carro pareciam ser britânicas, uma vez que o volante estava à direita. Outras sete vítimas foram encontradas após aparentemente abandonarem seus veículos e tentarem escapar a pé. Sanz comentou sobre a gravidade da situação, enfatizando que as consequências foram terríveis.

Desaparecidos e esforços de resgate

Juan Manuel Moreno, governador da Andaluzia, informou que as buscas por 23 desaparecidos prosseguem, com a possibilidade de que alguns deles sejam caminhantes. Bastões de caminhada foram descobertos na área, aumentando a preocupação sobre a segurança dos praticantes de esportes ao ar livre que possam ter sido pegos de surpresa pelo incêndio.

Moreno indicou que muitos dos desaparecidos podem ter ficado sem saber como escapar em uma situação tão crítica. Isso lembra incidentes passados, como o incêndio de 2017 em Portugal, onde dezenas perderam a vida tentando fugir.

Até agora, cerca de 57.000 hectares foram devastados por incêndios na Espanha neste ano.

As condições climáticas, com várias ondas de calor no início do verão, deixaram vastas áreas da Espanha secas e suscetíveis a incêndios, antecipando o início da temporada de incêndios florestais. As estatísticas indicam que a área queimada no país representa uma fração significativa da média anual dos últimos 20 anos e 40% do total queimado na União Europeia.

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