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Meio Ambiente
2 min de leitura

Mais incêndios florestais são esperados no Brasil em 2026

A combinação de El Niño e desafios orçamentários intensifica os riscos

Gabriel Rodrigues07 de julho de 2026 às 10:40
Mais incêndios florestais são esperados no Brasil em 2026

Em 2024, o Brasil registrou a maior área queimada por incêndios florestais em mais de uma década, segundo dados da UFRJ. Contudo, em 2025, a extensão das queimadas caiu drasticamente, alcançando o terceiro menor nível da história.

Essa redução pode ser atribuída a fatores climáticos favoráveis e à implementação da Política Nacional de Manejo Integrado do Fogo (PNMIF). Contudo, as previsões para 2026 são preocupantes, com a proximidade do fenômeno El Niño, que pode intensificar o risco de incêndios.

João Paulo Sotero, do MMA, destacou: 'Estamos preparados para uma situação muito complexa, mas reconhecemos o cuidado e os aprendizados implementados desde 2024.'

Desafios e Avanços na Prevenção

Lívia Carvalho Moura, especialista em Ecologia, elogia os avanços da PNMIF, que introduz uma visão nova sobre o manejo do fogo, mas alerta sobre a falta de sua implementação efetiva em diversas regiões. "O uso inadequado do fogo e os conflitos territoriais ainda são grandes desafios", comentou.

Contexto sobre El Niño

O fenômeno El Niño altera padrões climáticos e pode causar secas severas, principalmente no Norte e Nordeste do Brasil, aumentando o risco de incêndios nas regiões afetadas.

Estudos mostram que o El Niño pode aumentar temperaturas no Centro-Oeste e provocar ondas de calor, preparando o cenário para condições de incêndio. Com 1.863 municípios em atenção e 615 em alerta, as áreas mais críticas se concentram principalmente na Amazônia e no Cerrado.

As autoridades estão atentas e implementando ações, com 240 brigadas e 4.410 brigadistas prontos para atuar em áreas vulneráveis. O orçamento para a prevenção e combate a incêndios em 2026 é o maior já registrado, superando 1 bilhão de reais.

  • 1Aumento de brigadistas e recursos para combate a incêndios.
  • 2Desafios devido a cortes orçamentários e incertezas.
  • 3Necessidade de uma implementação efetiva da PNMIF em todo o território.

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