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Copa de 2026 pode gerar R$ 4,32 bilhões, mas aumenta riscos de furtos

Varejistas devem se preparar com tecnologia para enfrentar desafios.

Gabriel Rodrigues11 de junho de 2026 às 08:05
Copa de 2026 pode gerar R$ 4,32 bilhões, mas aumenta riscos de furtos

O evento esportivo da Copa do Mundo de 2026 promete movimentar cerca de R$ 4,32 bilhões no varejo brasileiro, porém, o substancial aumento no fluxo de clientes pode intensificar os desafios de segurança para os comerciantes.

De acordo com uma pesquisa realizada pela CNDL, SPC Brasil e Offerwise Pesquisas, aproximadamente 99,2 milhões de brasileiros têm planos de adquirir produtos ou serviços relacionados ao torneio entre junho e julho, um número que, embora positivo, também envolve riscos consideráveis para os varejistas.

Desafios no monitoramento em períodos movimentados

Rodrigo Tessari, CEO da Deconve, uma startup especializada em prevenção de perdas, destaca que momentos de alta movimentação, como durante a Copa, são propensos a exacerbar os riscos no setor. "Ruptura de estoque, longas filas, falhas operacionais e furtos aumentam nessa fase, exigindo um monitoramento aprimorado e respostas imediatas", explica.

Com equipes focadas em abastecimento e atendimento, a visibilidade nas lojas fica comprometida.

Inteligência Artificial no combate a perdas

A inteligência artificial (IA) tem se tornado cada vez mais importante no varejo, não apenas para prevenir perdas, mas também em áreas como previsão de demanda, gestão de estoque e otimização logística. Durante a Copa, a tecnologia pode integrar dados como histórico de vendas e comportamento do consumidor para melhorar a eficiência e reduzir tanto desperdícios quanto a falta de produtos.

A implementação de visão computacional transformou as câmeras de segurança em ferramentas operacionais inteligentes, ampliando sua função além do monitoramento passivo.

Tecnologias para segurança em eventos de grande porte

Para lidar com a afluência esperada durante grandes eventos, tecnologias como reconhecimento facial, autenticação biométrica e monitoramento de filas são essenciais. A Deconve, por exemplo, possui um banco de dados colaborativo com mais de 15 mil perfis de indivíduos com histórico de furtos, o que ajuda na identificação de criminosos em potencial entre parceiros da rede.

Esse compartilhamento de informações permite que novas lojas acessem dados acumulados pela rede, aumentando sua capacidade de resposta em tempos de alta demanda, como durante a Copa do Mundo.

Uma nova abordagem para prevenção de perdas

Tessari argumenta que a inovação não está apenas na tecnologia, mas no compartilhamento colaborativo de informações entre diferentes operações de varejo. "A interação entre inteligência artificial, visão computacional e redes colaborativas muda drasticamente a forma como o setor enfrenta as perdas", conclui.

Os varejistas que se prepararem com sistemas integrados de prevenção de perdas, especialmente aqueles baseados em dados colaborativos, estarão em vantagem durante a Copa de 2026, especialmente nos dias de jogos, que são aguardados para serem os mais desafiadores em termos de movimentação de clientes.

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