Lula sanciona lei que redefine composição do chocolate
Mudanças visam estabelecer novas porcentagens mínimas de cacau nos produtos.

O presidente Lula aprovou uma nova legislação que altera as porcentagens mínimas de cacau nos diferentes tipos de chocolate, buscando garantir mais transparência para os consumidores.
A norma foi publicada no Diário Oficial da União e, segundo especialistas, não deve impactar significativamente a indústria, já que muitos fabricantes utilizam quantidades superiores ao mínimo estipulado.
O que muda com a nova lei
A legislação anterior definia apenas dois tipos de chocolate. Com a nova regra, as categorias e porcentagens foram ampliadas. Agora, o chocolate deve conter no mínimo 35% de sólidos totais de cacau, dos quais 18% devem ser manteiga de cacau e 14% livres de gordura.
Além disso, foram incluídas definições para chocolate em pó, chocolate ao leite, chocolate branco e outros produtos, cada um com critérios de composição específicos.
✨ A nova definição proíbe a embalagem de produtos que não se enquadram nas categorias estipuladas, evitando confusão para os consumidores.
Perspectivas de qualidade e demanda
Apesar da alteração legislativa, a expectativa de melhora na qualidade dos produtos disponíveis no mercado é debatida. O presidente da Associação Bean to Bar Brasil, Bruno Lasevicius, destaca que o segmento de chocolates finos já atende às novas exigências.
Ele observa que muitos chocolates premium já utilizam teores de cacau bem superiores aos mínimos exigidos, mas a demanda por produtos com menor teor de cacau continua, especialmente entre consumidores com orçamentos mais limitados.
✨ Embora a nova lei tenha sido criada para melhorar a qualidade do chocolate, a preferência por amêndoas importadas, isentas de impostos, pode não beneficiar os produtores brasileiros.
Contexto
A nova legislação foi desenvolvida após críticas de diferentes setores da indústria, que temiam que as alterações restringissem a inovação em novos produtos.
Embora haja uma expectativa de crescimento de 5% na demanda pelas amêndoas de cacau, a indústria brasileira enfrenta desafios devido à preferência por insumos importados.
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