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Mauro Vieira esclarece aviso da UE sobre carne brasileira sem vínculo ao Mercosul

Ministro das Relações Exteriores aborda questões técnicas na produção pecuária

Fernanda Lima13 de maio de 2026 às 14:20
Mauro Vieira esclarece aviso da UE sobre carne brasileira sem vínculo ao Mercosul

Nesta quarta-feira (13), o ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, explicou que o alerta da União Europeia sobre a possível suspensão da carne brasileira a partir de setembro não está relacionado ao acordo entre o Mercosul e o bloco europeu.

Vieira destacou que a questão é puramente técnica, envolvendo protocolos sanitários e o uso de medicamentos na produção animal, tópicos que já eram discutidos com a UE. Em entrevista à CNN Brasil, ele enfatizou que a análise da União Europeia ainda não é uma decisão definitiva.

Se a suspensão se concretizar, teria efeito apenas em setembro, permitindo tempo para a troca de informações entre os especialistas do Brasil e da UE.

O chanceler indicou que a avaliação está sendo feita por uma instância técnica europeia dedicada a verificar os critérios sanitários aplicáveis à produção de proteínas animais. Ele reforçou que o Brasil atua segundo padrões internacionais e utiliza apenas medicamentos autorizados.

Contexto Geral

O Brasil possui um histórico de exportações de proteína animal para mercados com rigorosas exigências, como os EUA, a União Europeia e países asiáticos, fortalecendo a importância do diálogo contínuo sobre normas sanitárias.

Vieira enfatizou que é vital manter a atualização sobre as regras e comprovações exigidas para garantir a continuidade do comércio exterior. Qualquer questionamento regulatório pode impactar embarques, certificações e a previsibilidade nas exportações, caso não sejam resolvidos prontamente.

O governo brasileiro, segundo o ministro, continuará trabalhando para apresentar dados que comprovem a conformidade com as normas internacionais. Até o momento, não foram divulgados detalhes sobre volumes que poderiam ser afetados, os medicamentos em questão ou os impactos esperados nas exportações de carne.

A condução do caso permanecerá no âmbito técnico até setembro, concentrando-se na validação da conformidade sanitária, com o desfecho dependendo da análise dos documentos e regulamentos entre Brasil e União Europeia.

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