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Mauro Vieira critica rótulos a grupos criminosos na OEA

Ministro das Relações Exteriores destaca confusão causada por classificações

João Pereira23 de junho de 2026 às 21:35
Mauro Vieira critica rótulos a grupos criminosos na OEA

O ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, declarou que rotular facções criminosas como organizações terroristas confunde a diplomacia internacional e não auxilia na desarticulação desses grupos. A afirmação foi feita durante sua fala na Assembleia Geral da Organização dos Estados Americanos (OEA) nesta terça-feira (23).

Mauro Vieira critica a classificação de grupos criminosos como terroristas.

Vieira argumentou que é fundamental entender a natureza das facções criminosas, que são organizações motivadas exclusivamente pelo lucro e pelo controle de mercados ilícitos. Ele enfatizou que a utilização de categorias importadas de outros contextos pode prejudicar os esforços para enfrentar essas redes.

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É importante não perder de vista a natureza do que enfrentamos: trata-se de estruturas criminosas movidas pelo lucro, que buscam controlar territórios e mercados ilícitos

Mauro Vieira.

Recentemente, o Departamento de Estado dos EUA designou as facções Primeiro Comando da Capital (PCC) e Comando Vermelho (CV) como organizações terroristas. O governo brasileiro, por outro lado, já manifestou sua disposição em buscar colaboração com os Estados Unidos, mas em um formato de cooperação bilateral.

Apoio Internacional

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva já havia afirmado que o Brasil estaria aberto a receber auxílio dos EUA no combate ao crime organizado, desde que respeitadas as soberanias.

Durante sua apresentação, Mauro Vieira ressaltou que o crime organizado é uma questão que transcende fronteiras nacionais e representa um dos maiores desafios à segurança em toda a América Latina. Ele ressaltou a necessidade de colaboração contínua entre os Estados membros para enfrentar essa ameaça.

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O governo brasileiro confere a mais alta prioridade ao combate ao crime organizado. Qualquer esforço nacional só será eficaz se for acompanhado de cooperação entre todos os Estados membros

Mauro Vieira.

O chanceler também advertiu que a atribuição de diferentes rótulos a organizações criminosas pode limitar o intercâmbio de informações entre nações e criar justificativas para ações que desconsideram as fronteiras e a soberania dos países.

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