Peruanos vão às urnas escolher presidente em meio a crise de segurança
Eleições repletas de candidatos e insegurança em alta marcam o Peru

No domingo, 12, os cidadãos do Peru irão eleger um novo presidente em meio a um cenário de violência crescente e incerteza política, com 35 candidatos disputando o cargo.
Com 34 milhões de habitantes e um sistema de voto obrigatório, a preferência dos eleitores parece se inclinando para candidatos de direita, especialmente Keiko Fujimori, filha do ex-presidente Alberto Fujimori. Entretanto, muitos eleitores se sentem confusos e desanimados nesta eleição, que também é marcada pela escolha de deputados e senadores pela primeira vez desde 1990.
✨ A insegurança, impulsionada por organizações criminosas, é a principal preocupação da população, enquanto a economia permanece relativamente estável.
A crescente taxa de homicídios no país, que saltou de mil em 2018 para 2.600 este ano, e o aumento expressivo nas denúncias de extorsão refletem a gravidade da situação. Segundo a socióloga Patricia Zárate, o tipo de crime que aflige os peruanos mudou, intensificando-se em violência extrema.
Desconfiança na política
A desconfiança generalizada em relação ao governo e ao Congresso é alarmante, com mais de 90% dos peruanos expressando falta de fé nas instituições. Isso é evidenciado pelo histórico de instabilidade política, incluindo a destituição de presidentes em um curto período.
"Eu não vou votar em ninguém que esteja agora no governo, disso eu tenho muita certeza
Mais de 27 milhões de peruanos estão convocados a votar. O atual presidente interino, José María Balcázar, não pode se candidatar. Keiko Fujimori lidera as intenções de voto com 15%, de acordo com a pesquisa da Ipsos, e seus principais rivais são o comediante Carlos Álvarez, com 8%, e o ex-prefeito de Lima, Rafael López Aliaga, com 7%.
Candidatos e Propostas
Fujimori propõe medidas rígidas contra o crime, como o reinstaurar 'juízes sem rosto', enquanto seus concorrentes defendem soluções controversas, incluindo o envio de criminosos a presídios remotos.
Diante desse panorama, um eleitorado dividido e desiludido poderá decidir o futuro do Peru em uma eleição que já é marcada pela incerteza.
As últimas pesquisas indicam que até 16% dos eleitores ainda estão indecisos, e 11% pretendem optar por votos nulos ou em branco.
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