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Peruanos vão às urnas escolher presidente em meio a crise de segurança

Eleições repletas de candidatos e insegurança em alta marcam o Peru

Camila Souza Ramos07 de abril de 2026 às 13:30
Peruanos vão às urnas escolher presidente em meio a crise de segurança

No domingo, 12, os cidadãos do Peru irão eleger um novo presidente em meio a um cenário de violência crescente e incerteza política, com 35 candidatos disputando o cargo.

Com 34 milhões de habitantes e um sistema de voto obrigatório, a preferência dos eleitores parece se inclinando para candidatos de direita, especialmente Keiko Fujimori, filha do ex-presidente Alberto Fujimori. Entretanto, muitos eleitores se sentem confusos e desanimados nesta eleição, que também é marcada pela escolha de deputados e senadores pela primeira vez desde 1990.

A insegurança, impulsionada por organizações criminosas, é a principal preocupação da população, enquanto a economia permanece relativamente estável.

A crescente taxa de homicídios no país, que saltou de mil em 2018 para 2.600 este ano, e o aumento expressivo nas denúncias de extorsão refletem a gravidade da situação. Segundo a socióloga Patricia Zárate, o tipo de crime que aflige os peruanos mudou, intensificando-se em violência extrema.

Desconfiança na política

A desconfiança generalizada em relação ao governo e ao Congresso é alarmante, com mais de 90% dos peruanos expressando falta de fé nas instituições. Isso é evidenciado pelo histórico de instabilidade política, incluindo a destituição de presidentes em um curto período.

"

Eu não vou votar em ninguém que esteja agora no governo, disso eu tenho muita certeza

Nancy Chuqui.

Mais de 27 milhões de peruanos estão convocados a votar. O atual presidente interino, José María Balcázar, não pode se candidatar. Keiko Fujimori lidera as intenções de voto com 15%, de acordo com a pesquisa da Ipsos, e seus principais rivais são o comediante Carlos Álvarez, com 8%, e o ex-prefeito de Lima, Rafael López Aliaga, com 7%.

Candidatos e Propostas

Fujimori propõe medidas rígidas contra o crime, como o reinstaurar 'juízes sem rosto', enquanto seus concorrentes defendem soluções controversas, incluindo o envio de criminosos a presídios remotos.

Diante desse panorama, um eleitorado dividido e desiludido poderá decidir o futuro do Peru em uma eleição que já é marcada pela incerteza.

As últimas pesquisas indicam que até 16% dos eleitores ainda estão indecisos, e 11% pretendem optar por votos nulos ou em branco.

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