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política
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Keiko Fujimori celebra favoritismo nas eleições peruanas

Candidata se posiciona contra a esquerda em meio a questionamentos eleitorais.

Tiago Abech13 de abril de 2026 às 06:25
Keiko Fujimori celebra favoritismo nas eleições peruanas

A candidata Keiko Fujimori expressou sua satisfação nesta segunda-feira, 13, com os resultados das pesquisas que a colocam como principal concorrente para o segundo turno das eleições no Peru, previsto para junho, enfrentando um candidato de esquerda.

Apesar da rápida apuração, a votação foi marcada por diversas controversas, incluindo atrasos e problemas logísticos que ampliaram o horário de votação. Fujimori, filha do ex-presidente Alberto Fujimori, destacou que os resultados são um "sinal muito positivo" e que "o verdadeiro inimigo é a esquerda".

Cenário Eleitoral e Contestações

Com aproximadamente 40% dos votos apurados, Fujimori lidera, seguida por Rafael López Aliaga, um ultraconservador que já se destacou em sua campanha. O Peru enfrenta um cenário político complicado, com um elevado índice de criminalidade e incertezas que resultaram em oito presidentes nos últimos dez anos.

Mais de 63 mil eleitores não conseguiram votar devido à falta de materiais eleitorais, enquanto o clima tenso gerou protestos contra a autoridade eleitoral.

López Aliaga denunciou a situação como uma "fraude eleitoral gravíssima" e prometeu organizar manifestações. O clima de desconfiança é evidente, com muitos peruanos responsabilizando seus líderes pela escalada da violência ligada a grupos criminosos.

Contexto

As medidas de combate ao crime têm sido um tema central nas campanhas, com propostas extremas como tribunais anônimos e a remoção do Peru da jurisdição da Corte Interamericana de Direitos Humanos.

Antes das eleições, Keiko apresentou propostas polêmicas, como a deportação de imigrantes irregulares e a atração de investimentos dos EUA. Na votação, os eleitores enfrentaram cédulas inusitadamente longas, marcando também novos representantes no Parlamento que será reestabelecido em julho.

Embora o cenário político esteja conturbado, o Peru continua a ser visto como uma das economias mais robustas da América Latina, apresentando a menor inflação do continente e uma expansão nas exportações de minérios.

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