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Polícia Federal investiga Lojas Americanas e bloqueia R$ 54 bilhões

Ação apura fraudes contábeis e expande investigações para acionistas

Giovani Ferreira25 de junho de 2026 às 09:05
Polícia Federal investiga Lojas Americanas e bloqueia R$ 54 bilhões

A Polícia Federal (PF) e o Ministério Público Federal (MPF) iniciaram hoje (25) a segunda fase da Operação Disclosure, concentrando-se nas irregularidades financeiras das Lojas Americanas. A operação indiciou a execução de nove mandados de busca e apreensão no Rio de Janeiro e São Paulo.

Mandatos judiciais resultam no bloqueio de R$ 54 bilhões em bens dos envolvidos.

Um tribunal federal no Rio de Janeiro autorizou a suspensão de ativos dos investigados até o montante de R$ 54 bilhões, valor que representa o prejuízo estimado decorrente das irregularidades contábeis.

As investigações estão focadas em determinar a possível participação de acionistas da Lojas Americanas e representantes de grandes bancos no esquema de fraudes.

Histórico do escândalo

O escândalo teve seu início em janeiro de 2023, quando as Lojas Americanas revelaram inconsistências contábeis que totalizavam cerca de R$ 20 bilhões. Acredita-se que os problemas começaram a surgir devido a erros no lançamento financeiro ao longo de anos.

Após a divulgação, o presidente na época, Sergio Rial, deixou o cargo menos de uma semana depois. Durante esse tempo, o valor de mercado da empresa despencou, com quedas significativas nas ações devido à desconfiança gerada no mercado financeiro.

A Justiça interveio rapidamente, interrompendo a cobrança de dívidas e impedindo a liquidação dos ativos da empresa enquanto se avaliava um pedido de recuperação judicial.

Reflexos no mercado e recuperação judicial

No dia 19 de janeiro de 2023, a companhia pediu recuperação judicial, revelando uma situação financeira crítica com apenas R$ 800 milhões em caixa, muito abaixo dos R$ 8,6 bilhões mostrados anteriormente.

Recentemente, a Americanas iniciou seu processo de reestruturação e anunciou o cumprimento das obrigações do plano de recuperação. No entanto, as investigações continuam a expor delitos mais profundos.

Desdobramentos da nova fase

Nesta nova etapa da Operação Disclosure, os investigadores revelaram que ex-altos executivos podem ter contribuído para manipulação dos resultados financeiros, ocultando dívidas e inflando lucros de maneira fraudulenta.

A PF comprovou indícios de crimes como manipulação de mercado e associação criminosa dentro da companhia.

A PF e o MPF identificaram que as práticas ilegais teriam beneficiado diretamente os responsáveis, que alegadamente obtinham bônus milionários vinculados ao desempenho contábil da companhia.

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Os envolvidos tinham conhecimento das fraudes contábeis e como isso impactava os resultados financeiros apresentados ao mercado - Polícia Federal.

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