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Justiça
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Operação Disclosure da PF mira acionistas das Lojas Americanas

Ação investiga possível fraude contábil envolvendo grandes executivos.

Gabriel Azevedo25 de junho de 2026 às 09:50
Operação Disclosure da PF mira acionistas das Lojas Americanas

A Polícia Federal (PF) intensificou as investigações relacionadas ao caso das Lojas Americanas, com mandados direcionados a acionistas e executivos de bancos, na segunda fase da Operação Disclosure, realizada nesta quinta-feira.

Nesta operação, agentes estão cumprindo nove ordens de busca e apreensão em locais no Rio de Janeiro e São Paulo, além do bloqueio de bens que podem totalizar até R$ 54 bilhões, conforme determinação da 10ª Vara Federal Criminal do Rio.

Os acionistas Carlos Alberto da Veiga Sicupira e Paulo Alberto Lemann estão entre os alvos principais da investigação.

Outros alvos são executivos do setor bancário, como José de Castro Araújo Rudge Júnior e Gustavo Balassiano, ambos do Itaú Unibanco, e Carlos Henrique Villela Pedras, do Bradesco, além de representantes do Santander.

Fraude Contábil em Foco

A ação visa determinar a participação ou conhecimento dos alvos sobre um esquema de fraudes contábeis que teria causado a crise financeira da varejista. Ex-executivos da Americanas teriam inflacionado os resultados financeiros, ocultando dívidas e manipulando balanços.

As investigações sugerem que diversos indivíduos podem ter tido consciência das irregularidades, que perduraram ao longo de vários anos. A PF indicou que os suspeitos podem ter participado de manipulações de mercado e associação criminosa.

Contexto sobre a Fraude

A fraude nas contas da Americanas veio à luz em janeiro de 2023, com uma primeira estimativa de inconsistências financeiras de R$ 20 bilhões, valor que cresceu para cerca de R$ 54 bilhões após investigações.

A operação anterior, que teve início em junho de 2024, focou em ex-executivos da empresa, incluindo o ex-CEO Miguel Gutierrez, que foi preso na Espanha em um primeiro momento, mas teve sua prisão posteriormente revogada.

Em março de 2025, o Ministério Público Federal processou 13 ex-executivos e funcionários da Americanas. A nova fase amplia as apurações para implicar acionistas e membros do setor financeiro, buscando esclarecer toda a complexidade da crise.

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