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Luiz Rubini, do Conselhão, é alvo de operação da PF por fraudes financeiras

Ex-sócio do grupo Fictor é investigado em ação contra organização criminosa

Gabriel Rodrigues25 de março de 2026 às 16:45
Luiz Rubini, do Conselhão, é alvo de operação da PF por fraudes financeiras

Nesta quarta-feira (25), Luiz Rubini, ex-sócio do grupo Fictor, tornou-se alvo de uma operação da Polícia Federal direcionada a fraudes bancárias. A ação visa desmantelar um esquema criminoso que operava nessa área.

Conselho de Desenvolvimento e a Designação de Rubini

De acordo com o Diário Oficial da União, Rubini atua como membro do Conselho de Desenvolvimento Econômico Social Sustentável (CDESS), conhecido como Conselhão. Sua nomeação ocorreu no dia 1º de agosto de 2025, pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, com mandato válido até 5 de março de 2027.

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A defesa do empresário alega desconhecer detalhes do processo e garante que se manifestará em momento oportuno.

Mais de cem indivíduos foram selecionados para fazer parte do Conselhão durante o mesmo período.

Repercussões Legais

Além de Rubini, Rafael Góis, atual CEO do Grupo Fictor, também foi alvo da operação, tendo seu celular apreendido.

A defesa de Góis confirmou a execução do mandado de busca e apreensão, informando que apenas o aparelho do executivo foi confiscado e que prestará esclarecimentos assim que tiver acesso aos dados da investigação.

A Polícia Federal investiga indícios de que outras instituições financeiras, como Banco do Brasil, Bradesco, Santander e Safra, também foram afetadas por práticas fraudulentas, além da Caixa Econômica Federal.

A partir de fevereiro deste ano, a PF começou a investigar o grupo Fictor, que no final do ano passado apresentou proposta de aquisição do Banco Master.

O Conselhão e a Crise do Banco Master

Criado em 2003, o Conselhão atua oferecendo assessoria ao presidente, elaborando estudos e recomendações sobre diversas políticas públicas. Sua reestruturação em 2023, sob a gestão de Lula, adicionou o termo "Sustentável" ao nome do conselho, refletindo um foco nas mudanças climáticas.

O grupo Fictor, por sua vez, entrou com pedido de recuperação judicial em fevereiro, motivado por uma crise acentuada pela tentativa de compra do Banco Master, que resultou em liquidação extrajudicial determinado pelo Banco Central.

O volume dos compromissos da Fictor é estimado em R$ 4 bilhões.

Origem da Crise

De acordo com o pedido, a reputação prejudicada após o episódio de aquisição foi um fator crucial para o desajuste operacional que a Fictor enfrentou.

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