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Brasil
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Rio Grande do Sul investe R$ 15 bilhões em saneamento moderno

Tecnologia transforma cidades pequenas em referência no setor

Camila Souza Ramos02 de junho de 2026 às 04:15
Rio Grande do Sul investe R$ 15 bilhões em saneamento moderno

O estado do Rio Grande do Sul está implementando inovações significativas no setor de saneamento, utilizando tecnologia avançada para monitoramento e sistemas de alta eficiência. As mudanças ocorrem em meio a um ciclo histórico de investimentos que visa melhorar as infraestruturas de cidades menores.

Municipais como Panambi e Cruz Alta, que têm pouco mais de 40 mil habitantes, estão na vanguarda desse desenvolvimento, destacando-se como exemplos de modernização em um setor frequentemente negligenciado em pequenas localidades.

A Aegea, após a privatização da Corsan, anunciou aportes de R$ 15 bilhões até 2033, com planos de expandir e modernizar os serviços em 317 cidades do estado.

Apesar de ser o quinto estado mais rico do Brasil, o Rio Grande do Sul enfrenta desafios significativos em sua rede de saneamento, com apenas 34,7% do esgoto coletado e aproximadamente 25,4% tratado. A proposta é triplicar essa cobertura, exigindo um investimento adicional de R$ 21 bilhões.

Impacto econômico

A universalização do saneamento pode gerar até R$ 40,7 bilhões em benefícios socioeconômicos, incluindo redução de gastos com saúde e aumento da produtividade.

O vice-presidente regional da Aegea, Leandro Marin, destacou a necessidade de expandir a rede em quase 20 mil quilômetros, enquanto aprimora a infraestrutura existente, que atualmente perde cerca de 50% da água tratada.

Em Panambi, a utilização de automação e monitoramento em tempo real na estação de tratamento de água tem elevado a eficiência do sistema. Na visão de Lohane Alves Coelho, coordenadora de Qualidade da Corsan, essa transformação garante maior precisão e agilidade nas operações.

Em Cruz Alta, investimentos em novos poços e reservatórios foram essenciais para aumentar a autonomia do sistema em momentos críticos. Para a diretora-presidente da Corsan, Samanta Takimi, isso representa uma 'mudança estrutural' na abordagem do saneamento no estado.

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