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Brasil
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Rodoviários do Rio mantêm greve após rejeitar aumento de 5%

Novas negociações buscam resolver conflitos sobre intervalos e benefícios

Gabriel Rodrigues16 de julho de 2026 às 14:55
Rodoviários do Rio mantêm greve após rejeitar aumento de 5%

Os rodoviários do Rio de Janeiro optaram por manter o estado de greve após rejeitarem a proposta de reajuste salarial de 5% feita pelos empregadores, durante uma audiência realizada no Tribunal Regional do Trabalho (TRT) na última quarta-feira (15).

A categoria argumentou que a oferta não aborda questões cruciais, como a regularização do intervalo de refeição, o que tem gerado um impasse contínuo nas negociações. Embora as empresas de ônibus tenham aumentado a proposta anterior de 4,5% para 5%, os rodoviários haviam reduzido sua demanda inicial de 17% para 12%, a serem pagos em duas fases.

O intervalo de refeição é fundamental para os rodoviários e sua correta indenização pode representar um ganho indireto de cerca de 8% nos salários.

O foco atual dos líderes sindicais é esgotar as negociações legais antes de considerar uma greve total, buscando assim o apoio da sociedade. Além disso, estão sendo avaliadas opções para negociar diretamente com cada empresa, caso não haja progresso com o Rio Ônibus.

Mobilização e Aspectos Legais

Atualmente, a mobilização é regida por uma liminar que estabelece que 80% da frota de ônibus deve permanecer em circulação em caso de greve. O jurídico do sindicato está tentando contestar essa decisão em Brasília, argumentando que essa limitação prejudica o direito de greve.

Uma nova audiência de conciliação no TRT foi agendada para o dia 22 de dezembro, onde o tribunal e o Ministério Público reafirmaram a necessidade de uma proposta mais consistente sobre a cesta básica e o intervalo de refeições.

Até que uma nova proposta seja apresentada e discutida em assembleia, os motoristas e cobradores continuarão suas atividades em estado de greve.

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