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Reajuste salarial de servidores fica limitado em 2027

Ministro Dario Durigan explica restrições orçamentárias

Acro Rodrigues15 de junho de 2026 às 11:30
Reajuste salarial de servidores fica limitado em 2027

O ministro da Fazenda, Dario Durigan, anunciou nesta segunda-feira (15) que não haverá aumento salarial para os servidores públicos que ultrapasse a inflação em 2027, devido às restrições impostas por um mecanismo nos regulamentos fiscais do governo.

A declaração foi feita durante sua participação no podcast Warren Política, apresentado pelo economista Felipe Salto. 'Com a implementação do novo arcabouço fiscal, estabelecemos um gatilho que restringirá os gastos do governo', afirmou Durigan.

Em 2027, não haverá aumento real nos salários dos servidores públicos.

Entenda o arcabouço fiscal

O arcabouço fiscal, uma nova regra para o controle das contas públicas, foi aprovado em 2023 e estabelece a limitação de despesas em até 70% do crescimento da receita ou 2,5% ao ano, considerando a inflação. Em 2024, o Congresso introduziu um reforço a essa regra que proíbe a concessão de benefícios fiscais em situações de déficit primário.

Déficit primário e suas consequências

O déficit primário ocorre quando as receitas fiscais são inferiores às despesas do governo, sem contar os pagamentos de juros da dívida. Isso significa que, devido ao déficit registrado em 2025, os gastos em 2027 serão limitados conforme as novas regras fiscais.

Acordos anteriores com os servidores

Em 2024, o governo alcançou um acordo abrangente com os servidores do Executivo, que incluiu aumentos salariais, discutidos nas Mesas de Negociação. Este acordo foi benéfico para 98,2% dos servidores federais, prevendo reajustes para 2025 e 2026, embora os índices de correção variem.

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Os acordos garantiram não apenas a reposição da inflação, mas também um ganho real durante o mandato do presidente Lula

Esther Dweck, ministra da Gestão e Inovação.

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