Vereador 'Cutuca' foge após questionamento sobre escândalo em PR
Vereadores em Francisco Alves evitam falar sobre denúncias de compra de votos

Durante um sessão tensa na Câmara Municipal de Francisco Alves, no Paraná, o vereador Devair Porto Santos, apelidado de 'Cutuca', fugiu após ser questionado sobre um esquema de compra de votos que resultou na cassação de quase todos os vereadores da cidade.
Abordado por uma equipe de reportagem da GloboNews, Cutuca se esquivou das perguntas sobre as acusações de que ele teria fornecido combustível a eleitores em troca de apoio. Em um momento desconcertante, ele informou: 'Já venho aí. Vou em casa e já volto', antes de pegar sua motocicleta e deixar o local rapidamente.
Escândalo de Corrupção
O quarto episódio da série 'O Valor do Voto', da GloboNews, detalhou o funcionamento do esquema de corrupção, que envolveu a coligação 'Pra Frente Francisco Alves'. Investigadores do Ministério Público do Paraná (MPPR) descobriram que a coligação utilizava recursos financeiros para influenciar eleitores, distribuindo vales-combustível a um posto de gasolina situado a 10 km do centro da cidade.
✨ Estima-se que, em setembro de 2024, foram distribuídos cerca de 2.100 litros de combustível como parte do esquema.
Além de Cutuca, outros vereadores mostraram hostilidade ao serem confrontados. A vereadora Célia alegou que só se pronunciaria na presença de seu advogado, enquanto o vereador Miguel se retirou do local sem comentar.
Repercussões da Investigação
O presidente da Câmara, vereador Cioni, foi o único a aceitar uma entrevista, negando envolvimento no esquema, apesar de ter sido condenado. O promotor Filipe Rocha e Silva destacou a seriedade da situação, afirmando que a troca de votos por benefícios equivale a uma grave corrupção do sistema político local.
"A substituição de propostas políticas pelo uso da rede econômica para garantir votos compromete todo um sistema e prejudica a vida futura do município.
Contexto das Apreensões
Na véspera da eleição de 2024, a polícia apreendeu notas fiscais e papéis que serviam como vales para retirada de combustível. Além disso, o MPPR coletou provas digitais, incluindo áudios de uma candidata derrotada, Cida, prometendo vantagens ao eleitorado.
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