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Ciência
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Biobanco em São Paulo preserva algas marinhas para pesquisa e produção

Iniciativa do Instituto de Pesca visa conservar biodiversidade e garantir segurança na produção

Gabriel Rodrigues07 de julho de 2026 às 19:20
Biobanco em São Paulo preserva algas marinhas para pesquisa e produção

No Instituto de Pesca, em São Paulo, um biobanco foi estabelecido para reunir materiais genéticos de linhagens de algas marinhas, fruto de quase 30 anos de pesquisa. Essa iniciativa tem como finalidade preservar a biodiversidade e garantir a segurança da produção agrícola, além de estimular o avanço científico.

O acervo começou a ser formado em 1995, quando as primeiras linhagens cultivadas no Brasil foram introduzidas. Em 2017, o biobanco foi oficialmente estruturado e agora conserva 12 linhagens, incluindo esporófitos e gametófitos, em um ambiente com controle rigoroso de temperatura e salinidade.

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Esse biobanco tem uma função muito importante, de conservação da diversidade genética, uma vez que a importação é bem complexa para estar trazendo essa alga das Filipinas novamente

Valéria Cress Gelli.

A preservação das linhagens é fundamental para que futuras pesquisas possam ser realizadas e para a recuperação de cultivos que possam ser afetados por fatores ambientais.

O biobanco também é uma ferramenta vital na luta contra as mudanças climáticas, oferecendo segurança durante eventos climáticos extremos.

Por exemplo, em Ubatuba, chuvas intensas diminuíram a salinidade das águas, prejudicando cultivos marinhos. Graças à conservação das linhagens em laboratório, as algas puderam ser rapidamente repostas nos ambientes de cultivo.

Variedade e potencial de pesquisa

As algas conservadas apresentam uma gama de características, incluindo coloração, teor de pigmentos, e produtividade, o que as torna valiosas para pesquisas em biotecnologia e desenvolvimento de novos insumos agrícolas.

Monitoramento das espécies

Uma das espécies monitoradas é a Kappaphycus alvarezii, amplamente utilizada na produção de carragenana. Apesar de ser uma espécie exótica, estudos indicam que ela permanece restrita às áreas de cultivo do litoral paulista.

Desde 1995, pesquisadores têm acompanhado a presença da espécie, e até o momento, não foram encontrados sinais de seu estabelecimento fora das fazendas marinhas.

Experiências internacionais como fonte de conhecimento

Uma missão científica realizada nas Filipinas possibilitou à equipe brasileira observar populações naturais da Kappaphycus alvarezii, revelando exemplares com diferentes colorações e estruturas reprodutivas que não são encontradas nas condições de cultivo no Brasil. Isso enriqueceu o conhecimento dos pesquisadores e fortaleceu as práticas voltadas ao cultivo seguro das algas.

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