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Ciência
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Esquilos no Ártico: Predadores de Mamutes Revelados por DNA Antigo

Estudo destaca hábitos alimentares de esquilos no Pleistoceno.

Acro Rodrigues25 de junho de 2026 às 12:40
Esquilos no Ártico: Predadores de Mamutes Revelados por DNA Antigo

Um estudo recente sobre coprólitos, ou fezes fossilizadas, preservados no Ártico canadense, revelou que os esquilos eram predadores que consumiam mamutes e baleias há aproximadamente 700 mil anos. Essa pesquisa fornece informações valiosas sobre a adaptação das espécies durante a hibernação.

A Análise e Seus Resultados

A análise de DNA ambiental antigo, realizada com fezes de esquilos encontrados em Yukon, confirmou a presença marcante de mamutes-lanosos (Mammuthus primigenius) em todos os 13 coprólitos analisados. Esses achados, publicados na revista 'Nature Communications', destacam a importância das fezes fossilizadas, que preservaram o material genético, permitindo um olhar mais profundo sobre ecossistemas do passado.

As fezes fossilizadas funcionam como um banco de dados biológico, oferecendo uma visão detalhada de ecossistemas inteiros.

Entretanto, a ideia de uma 'revolução dos esquilos', onde esses roedores atacariam gigantes como os mamutes, não é corroborada. Na verdade, os esquilos terrestres (Urocitellus) são onívoros e costumavam se alimentar de carniça, o que explica a presença de DNA de mamute encontrado nas amostras.

Dieta Variada dos Esquilos

Os esquilos eram oportunistas, caçando uma variedade de pequenos animais para complementar sua dieta predominantemente herbívora. Entre seus hábitos alimentares, destacam-se:

  • 1Roedores, como lemingues e voles;
  • 2Aves, incluindo ovos e filhotes de pássaros;
  • 3Filhotes de lebres-americanas (Lepus americanus);
  • 4Invertebrados, como gafanhotos e besouros.

Além de predar, os esquilos também se alimentavam de carniça, incluindo restos de morsas e baleias, e ainda poderiam ter praticado infanticídio e canibalismo. Essas práticas eram fundamentais para a obtenção de proteínas e gorduras necessárias para suportar longos períodos de hibernação nas frias regiões árticas.

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