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Soja alto-oleico se destaca por estabilidade e valor nutricional

Alternativa promissora para indústria alimentícia e outros setores

Acro Rodrigues25 de junho de 2026 às 14:45
Soja alto-oleico se destaca por estabilidade e valor nutricional

A soja com alto teor de ácido oleico surge como uma solução inovadora, oferecendo maior estabilidade, valor nutricional e diversas aplicações industriais.

Décio Luiz Gazzoni, engenheiro agrônomo e integrante do Conselho Científico Agro Sustentável, destaca que essa nova variedade pode apresentar entre 70% e 75% de ácido oleico, um índice comparável ao do azeite de oliva, enquanto a soja convencional contém apenas de 20% a 23%.

Soja alto-oleico pode ter até 75% de ácido oleico, oferecendo vantagens competitivas.

O aumento no teor de ácido oleico não só minimiza a presença de ácidos graxos vulneráveis à oxidação, mas também melhora o sabor e o aroma do óleo utilizado em frituras, tornando-o uma opção mais saudável e estável.

Além disso, essa mudança no perfil de ácidos graxos diminui a necessidade de hidrogenação parcial, um processo que contribui para a formação de gorduras trans prejudiciais à saúde.

Potencial de Mercado

A soja alto-oleico é obtida por meio de mutações em dois genes, podendo ser desenvolvida por técnicas de transgenia, edição gênica ou melhoramento convencional. Nos Estados Unidos, já existem cultivares comerciais, inclusive não transgênicas, com uma área plantada de cerca de 700 mil hectares em 2025.

Além de seu uso na alimentação, o óleo com alto teor de ácido oleico tem aplicações em biodiesel, lubrificantes, fluidos industriais, cosméticos e produtos farmacêuticos.

No Brasil, o avanço esta variedade depende da criação de cultivares comerciais que alcancem mais de 70% de ácido oleico, assim como de cadeias produtivas segregadas desde a colheita até o processamento.

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A expectativa é que o segmento de alimentos funcionais e a pressão para eliminar as gorduras trans fortaleçam o mercado da soja alto-oleico no Brasil e no exterior. – Décio Luiz Gazzoni

Gazzoni conclui que, ao olhar para o futuro, especialmente além da década de 2040, a soja com alto teor de ácido oleico poderá dominar o mercado devido às suas vantagens substanciais.

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