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Ciência
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Descoberta de explosão cósmica EP240305a surpreende cientistas

Estudo revela características únicas de um evento de raios-X.

Tiago Abech25 de junho de 2026 às 03:40
Descoberta de explosão cósmica EP240305a surpreende cientistas

Uma equipe de astrônomos revelou detalhes intrigantes sobre uma explosão de raios-X, designada EP240305a, detectada pela missão Einstein Probe no dia 5 de março de 2024. O evento, que chamou a atenção da comunidade científica, ocorreu em duas fases distintas, proporcionando informações valiosas sobre fenômenos astrofísicos.

A explosão EP240305a se manifestou em dois flares de raios-X. O primeiro flare foi um evento rápido e intenso, durando aproximadamente 120 segundos, com um pico de 1,8 contagens por segundo (cts/s). Após um intervalo de cerca de 200 segundos, um segundo flare ocorreu, menos intenso, com 0,6 cts/s, mas se estendeu por aproximadamente 250 segundos.

O estudo revelou que o pico de dureza da radiação ocorreu entre 10 e 20 segundos antes do brilho máximo das explosões.

Embora os sinais de raios-X tenham se dissipado rapidamente, a explosão gerou jatos relativísticos, que foram detectados por telescópios de rádio em um período que se estendeu por dois meses. Os pesquisadores concluíram que a emissão evoluiu de um estado autoabsorvido para um estado opticamente fino, indicando que a matéria ejetada estava se expandindo rapidamente no espaço.

Após uma análise cuidadosa, a equipe de cientistas descartou algumas explicações comuns para o fenômeno. O evento não se tratou de uma estrela comum, pois os sinais de rádio persistiram por semanas, enquanto que flares estelares típicos duram apenas minutos ou horas. Além disso, não se tratou de uma estrela sendo consumida por um buraco negro, pois esses eventos normalmente apresentam brilho por meses, ao contrário da rápida queda de intensidade observada no EP240305a.

Dessa forma, os cientistas chegaram à conclusão de que EP240305a é uma explosão de raios gama do tipo 'escura'. Adicionalmente, a ausência de detecções por outros satélites de raios gama sugere que o jato de energia estava orientado para fora da linha de visão da Terra ou foi atenuado por densas nuvens de material que circundavam o evento.

Informações Adicionais

A colaboração internacional que realizou este estudo envolveu pesquisadores de instituições renomadas, como a University of Southampton no Reino Unido, o Purple Mountain Observatory e o Institute of High Energy Physics da China.

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