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Ciência
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Estudo revela novo mecanismo de fechamento em dioneia

Pesquisadores desvendam funcionamento inovador da planta carnívora

Ricardo Alves12 de junho de 2026 às 03:40
Estudo revela novo mecanismo de fechamento em dioneia

Cientistas descobriram um novo mecanismo que explica o fechamento imediato das armadilhas da dioneia, surpreendendo o mundo científico após mais de um século de teorias.

Nova descoberta

Tradicionalmente, acreditava-se que o fechamento das folhas da planta carnívora era devido à movimentação rápida de água em suas células. No entanto, uma equipe de pesquisadores anunciou que o processo é iniciado pelo amolecimento rápido das paredes celulares da armadilha, permitindo que ela se dobre em frações de segundo.

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‘Após mais de um século de pesquisas, continuamos descobrindo coisas fundamentalmente novas sobre a planta carnívora Vênus’

Yoël Forterre, físico do CNRS.

O fechamento pode ocorrer em apenas um décimo de segundo.

A dioneia, nativa da Carolina do Norte e do Sul, complementa sua dieta com insetos devido ao ambiente pobre em nutrientes onde cresce. Em experimentos realizados na França, os cientistas empregaram tecnologia moderna, incluindo filmagens em alta velocidade, para entender melhor esse mecanismo.

O papel dos pelos sensíveis

A armadilha da dioneia possui pelos sensíveis em sua superfície. Quando um inseto toca esses pelos duas vezes rapidamente, isso ativa o fechamento da armadilha, que acontece muito rapidamente, como se estivesse sob tensão, similar ao funcionamento de uma mola.

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‘Identificamos o ‘motor’ interno que impulsiona a folha além de seu limite de instabilidade, desencadeando o fechamento rápido’

Jeongeun Ryu, principal autora do estudo.

A armadilha se reabre após a digestão completa do inseto.

Os pesquisadores acreditam que a rapidez das mudanças nas propriedades mecânicas das células da planta pode ter implicações práticas, inspirando o desenvolvimento de materiais inteligentes e robôs flexíveis no futuro.

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‘Esse princípio poderia modificar a forma como entendemos e projetamos mecanismos”

Jeongeun Ryu.

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