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Ciência
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Lúpulo se transforma em ingrediente para protetores solares

Estudo da USP revela novas aplicações para resíduos da planta

Gabriel Rodrigues18 de abril de 2026 às 09:10
Lúpulo se transforma em ingrediente para protetores solares

Pesquisadores da Universidade de São Paulo (USP) descobriram uma nova aplicação para o lúpulo, tradicionalmente usado em cervejas, agora como base para protetores solares. O estudo destaca a utilidade dos resíduos do lúpulo, que frequentemente são descartados na indústria cervejeira.

A pesquisa interdisciplinar envolveu profissionais da Faculdade de Ciências Farmacêuticas e examinou como os resíduos do lúpulo, derivados de suas flores (Humulus lupulus L.), podem ser usados para formular produtos de fotoproteção. O lúpulo é acrescentado à cerveja durante a fervura e em etapas posteriores, mas grande parte de seus compostos bioativos permanece nos resíduos.

Os polifenóis encontrados no lúpulo são promissores na proteção contra raios UV.

Como foi realizada a pesquisa

No Laboratório de Farmacognosia, os resíduos de lúpulo foram extraídos utilizando etanol, seguido de testes químicos para caracterizá-los. Comparações foram feitas com extrato de lúpulo puro, não utilizado na fabricação da cerveja, para entender o potencial dos compostos nos resíduos.

Em um segundo laboratório, os extratos foram incorporados a formulações de protetores solares, utilizando concentrados de 10%. Diversas combinações foram testadas, incluindo ingredientes comuns como água purificada e emolientes, para determinar a mistura mais eficaz.

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A partir das análises, o resíduo de lúpulo se mostrou mais ativo na proteção contra raios solares do que o lúpulo não utilizado

Daniel Pecoraro Demarque, FCF-USP.

A eficácia dos protetores solares foi avaliada por espectrofotometria, uma técnica de referência para determinar o fator de proteção solar (FPS) e outros parâmetros relacionados à proteção UV.

A pesquisa ainda requer validações adicionais antes da introdução comercial dos produtos.

Embora os resultados colhidos até agora sejam promissores, André Rolim Baby, um dos coordenadores do estudo, ressalta que são necessários mais testes para garantir a segurança e estabilidade dos produtos finais antes de uma possível comercialização.

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