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Ciência
2 min de leitura

Fóssil de embrião de Lystrosaurus revela primeiros ovos de mamíferos

Descoberta marca um avanço no entendimento da evolução de mamíferos.

Acro Rodrigues18 de abril de 2026 às 03:40
Fóssil de embrião de Lystrosaurus revela primeiros ovos de mamíferos

Um estudo revelou a existência de um embrião de Lystrosaurus, ancestral dos mamíferos, dentro de um ovo ao longo de um fóssil com 250 milhões de anos, descoberto na África do Sul. Esta é a primeira evidência que confirma que os antigos ancestrais dos mamíferos, como o Lystrosaurus, procriavam por ovos.

A Descoberta do Lystrosaurus

O fóssil foi analisado através de tomografia computadorizada e raios X produzidos por um síncrotron, revelando que as mandíbulas do embrião não estavam totalmente fundidas. Essa característica é comum em embriões de aves e tartarugas atuais, indicando que o Lystrosaurus estava em um ovo quando faleceu, segundo o principal autor do estudo, Julien Benoit, professor associado na Universidade de Witwatersrand.

A análise dos ovos sugere que eles tinham uma casca externa macia, o que é revolucionário para o entendimento da reprodução entre os mamíferos.

Aspectos Evolutivos

O Lystrosaurus sobreviveu à grande extinção há 252 milhões de anos devido a seu estilo de vida adaptado a ambientes secos, como desertos, o que conferiu a ele vantagens de sobrevivência em condições climáticas adversas.

A descoberta lança nova luz sobre a evolução da lactação em mamíferos, sugerindo que a capacidade de produzir leite pode ter surgido com o intuito de proteger os ovos. Isso implica que os filhotes do Lystrosaurus eram suficientemente desenvolvidos ao nascer, permitindo que se alimentassem sozinhos e se reproduzissem mais cedo.

Implicações para o Futuro

Benoit planeja aprofundar suas investigações sobre a evolução da lactação e o desenvolvimento de embriões, enfatizando que estudá-los ajudará a elucidar períodos obscuros na história dos mamíferos. Steve Brusatte, professor de paleontologia da Universidade de Edimburgo, destacou a importância deste fóssil como evidência de que os ancestrais mamíferos ainda mantinham características reprodutivas como as de répteis.

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