Nova técnica utiliza espectroscopia e promete agilidade e economia.

A Universidade Federal do Ceará (UFC) em parceria com a Embrapa Meio Ambiente obteve uma patente para um novo método de análise de solos coesos, que utiliza uma técnica inovadora chamada espectroscopia de reflectância. Essa tecnologia visa melhorar a análise de solos, reduzindo tempo e custos.
O método criado pela doutoranda Ana Maria Vieira da Silva, sob a orientação do professor Raul Shiso Toma, introduz ciclos de umedecimento e secagem que refletem o comportamento natural do solo. Isso gera dados mais representativos do que os métodos tradicionais, que são limitados a amostras secas.
✨ Essa nova abordagem pode acelerar diagnósticos e diminuir custos para agricultores e pesquisadores.
A espectroscopia permite a identificação e quantificação de características físicas e químicas dos solos sem os métodos convencionais de análises laboratoriais, que são mais custosos e demorados. O método garante uma visualização mais clara das composições dos solos, promovendo uma análise mais eficiente.
"Uma vez estabelecida uma base de dados robusta, a técnica pode substituir muitos métodos químicos tradicionais, acelerando diagnósticos e reduzindo custos.”
O uso deste método será primariamente voltado para a comunidade científica, permitindo uma análise mais precisa de solos coesos. Entretanto, sua aplicação pode se estender para experimentos práticos em campo e estufa, beneficiando o desenvolvimento de novas tecnologias agrícolas.
A coesão do solo dificulta a infiltração de água e o crescimento das raízes, comprometendo a produtividade agrícola. Esta pesquisa é particularmente relevante em regiões do Brasil onde a formação de solos coesos é comum.
Além de avançar na pesquisa sobre solos, o trabalho destaca a importância da colaboração entre instituições de ensino e pesquisa, com a UFC e a Embrapa exemplificando como essa união pode gerar inovações significativas.
O estudo, intitulado “Método para caracterização espectral de solo de horizonte com caráter coeso submetido a ciclos de umedecimento e secagem”, recebeu apoio do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq).
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