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El Niño traz risco de eventos climáticos extremos no Brasil

Meteorologista prevê impactos significativos nas lavouras e temperaturas.

Giovani Ferreira25 de maio de 2026 às 16:55
El Niño traz risco de eventos climáticos extremos no Brasil

O fenômeno climático El Niño deverá voltar a atuar no Brasil a partir de junho, elevando as chances de eventos climáticos extremos, conforme prevê o meteorologista Arthur Müller, do Canal Rural.

Os modelos climáticos apontam que o fenômeno se formará entre o final de maio e o início de junho, com previsão de persistência até fevereiro de 2027. Müller destaca a possibilidade de uma intensificação acentuada do El Niño entre a primavera e o verão, indicando uma probabilidade maior de um fenômeno considerado forte.

Chuvas acima da média no Sul podem beneficiar o milho safrinha.

Para o mês de junho, a expectativa é de chuvas acima da média na região Sul, com impactos positivos nas lavouras de milho da segunda safra. Essa chuva também deve avançar para partes do Brasil Central, Rondônia e Sudeste. Entretanto, a região Norte e parte do Nordeste enfrentarão chuvas abaixo do esperado, principalmente no norte do Pará, Roraima e norte do Amazonas.

Müller alerta que a costa nordestina também deve experimentar chuvas irregulares nas próximas semanas devido à atuação de ondas de leste.

Desafios climáticos no Centro-Sul

As previsões para julho sugerem que o Centro-Sul do país continuará a receber chuvas acima da média, enquanto o Norte e o Nordeste permanecerão com índices de precipitação abaixo do normal. Para os meses de setembro e outubro, críticos para o plantio da safra 2026/27, os modelos preveem chuvas excessivas no interior do Sul, especialmente no Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul.

Simultaneamente, as áreas do Centro-Oeste, Sudeste e interior do Matopiba poderão passar por atrasos nas chuvas, o que pode prejudicar o calendário agrícola.

Calor e baixa umidade aumentam os riscos de incêndios.

Müller também menciona que o calor elevado, constante até outubro, poderá intensificar o risco de queimadas e incêndios, principalmente no Centro-Oeste e Sudeste.

O calor intenso poderá dificultar a regularização das chuvas na primavera.

Possibilidade de geadas em junho

Apesar das altas temperaturas, uma nova massa de ar frio pode impactar o país no início de junho, trazendo a segunda onda de frio do ano. Temperaturas na casa dos 0°C podem ser esperadas no Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná, sul de Mato Grosso do Sul e sul de São Paulo, aumentando o risco de geadas nas lavouras de milho da segunda safra.

Além disso, a friagem poderá afetar Acre, Rondônia e o sul do Amazonas nos dias seguintes.

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