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Previsão de frio intenso e variação nas chuvas em junho no Brasil

Mudanças climáticas afetam as cinco regiões do país

Acro Rodrigues31 de maio de 2026 às 06:35
Previsão de frio intenso e variação nas chuvas em junho no Brasil

O mês de junho inicia com um panorama de frio intenso nas regiões Sul, Sudeste e parte do Centro-Oeste, acompanhado por uma drástica queda das temperaturas no Norte e uma redução nas chuvas no Nordeste.

Essa situação, que marca a transição para o inverno, que começa oficialmente no dia 21, é influenciada pelo fenômeno El Niño, que acendeu alertas sobre possíveis mudanças nos padrões climáticos com intensidade prevista entre 'forte' e 'muito forte' para 2026.

Junho poderá apresentar características climáticas atípicas devido à atuação do El Niño.

Celso Luis de Oliveira Filho, meteorologista da Tempo OK, destaca que as expectativas para este mês são diferentes do normal. A formação do El Niño no Oceano Pacífico e o aquecimento das águas do Atlântico são fatores chave para as mudanças climáticas. Historicamente, junho costuma ser seco e frio, com precipitações abaixo de 20 milímetros em vários estados, mas, conforme Oliveira, esse padrão não deverá se concretizar em 2026.

Esperadas chuvas e frio em várias regiões

O meteorologista projeta duas fases distintas para junho: a primeira quinzena será marcada por mais chuvas no Sudeste, Centro-Oeste e Paraná, enquanto a segunda metade trará uma alteração no padrão, com foco em Rio Grande do Sul e Santa Catarina. Simulações indicam que até 150 milímetros de chuva podem ser registrados no norte do Rio Grande do Sul até o Paraná, enquanto São Paulo e sul de Minas Gerais devem enfrentar um acumulado bem inferior.

Temperaturas mínimas poderão registrar menos de 10°C em algumas áreas.

O frio que se intensificou em maio deve continuar, afetando não apenas as regiões Sul e Sudeste, mas também o sul da Amazônia na segunda quinzena.

Como será o clima nas regiões?

No Sul, as chuvas devem ser mais volumosas no Paraná na primeira quinzena, enquanto em Santa Catarina e Rio Grande do Sul a precipitação deve aumentar na segunda quinzena. Geadas podem ocorrer após o dia 15.

No Sudeste, São Paulo e regiões do sul de Minas Gerais podem ter chuvas acima da média logo no início de junho, seguidas por uma fase mais seca e fria.

No Centro-Oeste, o padrão será semelhante ao do Sudeste, com chuvas mais intensas nas primeiras semanas em Mato Grosso do Sul, que depois dará lugar a um clima seco e frio.

No Norte, com o El Niño se aproximando, a Zona de Convergência Intertropical (ZCIT) tende a enfraquecer, resultando em diminuição das chuvas em Roraima, Amazonas e Pará, ao passo que Rondônia e Acre poderão sentir frio devido a massas de ar polar.

No Nordeste, a diminuição das chuvas é esperada entre a Bahia e o Maranhão, mantendo um tempo quente, especialmente no interior do estado.

Impacto do fenômeno El Niño

Conforme a NOAA, a probabilidade de consolidação do El Niño até julho é de 82%. Apesar de ainda na fase inicial, os efeitos se acentuarão, especialmente a partir de setembro, com chuvas excessivas no Sul e em partes de São Paulo.

O aquecimento das águas do Oceano Pacífico também gera preocupação entre os agricultores do Sul, que temem os impactos nos cultivos de inverno.

Atenção redobrada na agricultura

  • 1O excesso de chuvas pode prejudicar a colheita de cana-de-açúcar, café e milho.
  • 2A umidade elevada do solo pode suscitar doenças nas lavouras de trigo.
  • 3O risco de geadas poderá impactar a produção de trigo e cana-de-açúcar.
  • 4A seca no Nordeste pode agravar o déficit hídrico para cana-de-açúcar.
  • 5Baixa umidade em Roraima compromete o desenvolvimento de arroz e soja.

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