Exposição celebra 50 anos de Nara Roesler com obras de artistas renomados
Evento conta com curadoria de Agnaldo Farias e cerca de 30 obras

A exposição 'O Fascínio e o Afeto', sob a curadoria de Agnaldo Farias, reúne cerca de 30 obras de nove artistas e marca os 50 anos de atuação da galerista Nara Roesler, refletindo sobre a perenidade e importância de uma galeria de arte.
Agaldo Farias, um dos curadores mais reconhecidos do Brasil, partiu de uma instigante pergunta em função desta celebração: o que realmente faz uma galeria de arte se destacar e se manter relevante ao longo do tempo? Os trabalhos selecionados exploram essa questão, assim como o título da mostra.
A trajetória da galerista
A presença inaugural de José Cláudio da Silva na galeria, localizada nos Jardins, em São Paulo, é emblemática desta história. Nara Roesler, ainda jovem, se encantou com suas obras, iniciando um relacionamento que se tornaria fundamental para sua carreira. O marco de 50 anos se relaciona também com a fundação da Gatsby Arte em 1976, que apresentou a coletiva 'O Desenho em Pernambuco'.
Em 1986, Nara transferiu suas operações para São Paulo e, em 1989, a galeria foi renomeada com seu próprio nome, agora com sedes no Rio de Janeiro e Nova York.
✨ 'O Fascínio e o Afeto' apresenta obras que ilustram a extensa história de relações entre Nara e diversos artistas.
A obra de abertura da exposição é o retrato de Nara (1979), pintado por José Cláudio, que dá início a uma jornada através de trabalhos de artistas como Abraham Palatnik, Julio Le Parc, Tomie Ohtake, Rodolpho Parigi, Artur Lescher, Amélia Toledo e Vik Muniz, todos contribuintes para a expansão da galeria e da história da arte moderna e contemporânea no Brasil.
O curador Farias enfatiza que a escolha das obras foi pautada pela sua capacidade de ilustrar a complexidade do papel do galerista, que abrange o comércio e uma dimensão mais profunda de troca e relacionamento Guasá com os artistas.
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