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economia
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Café no Brasil: prazer supera necessidade entre consumidores

Estudo revela que prazer é a principal motivação para o consumo de café

Gabriel Rodrigues25 de julho de 2026 às 12:20
Café no Brasil: prazer supera necessidade entre consumidores

Um estudo conduzido pela Nestlé Cup 2025 revela que o prazer de apreciar café é a principal motivação para 41% dos brasileiros que consomem a bebida, superando a necessidade de se manter acordado.

De acordo com a Coffee Ambassador da Nespresso, Tatiana Nakamura, essa conexão emocional com o café reflete que não há maneira correta de consumi-lo. Ela ressalta a individualidade nas preferências e defende a liberdade dos consumidores em adoçar ou misturar o café como desejarem.

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Café é um momento de prazer. Tem que ser do jeito que você gosta

Tatiana Nakamura

Nakamura compartilha um caso de uma cliente que adoçou seu café com três sachês de adoçante e afirmou estar degustando a melhor bebida de sua vida. Esse relato destaca o conceito de que o sabor ideal é subjetivo.

O ato de adoçar se insere na cultura do brasileiro, que muitas vezes cresceu consumindo café com açúcar. Entretanto, a especialista observa que o uso excessivo de açúcar pode estar ligado à qualidade do café. Cafés de menor qualidade frequentemente apresentam sabores indesejáveis, levando os consumidores a buscar o açúcar como forma de mascarar o amargor.

Cafés especiais, preparados com grãos cuidadosamente selecionados, oferecem uma experiência sensorial superior, sendo naturalmente mais doces.

A diferença entre cafés especiais e aqueles considerados tradicionais se dá pela presença de grãos com defeitos, que comprometem o sabor final. Os grãos imperfeitos são comuns nos cafés de qualidade inferior.

Nakamura também comenta sobre a questão do desperdício de café, observando que muitos descartam o restante após horas de preparo. Ela acredita que é fundamental valorizar o café, reconhecendo seu processo de produção e seu status como alimento, o que pode ajudar a reduzir o desperdício.

Além disso, a produção de café no Brasil ainda é desafiadora, com muitos produtores dependendo da colheita manual, especialmente em regiões com terreno acidentado. A escassez de trabalhadores qualificados para a colheita é um problema crescente.

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