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Cultura
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Terremotos no Brasil: fenômeno raro provocando danos e mortes

Registro de abalos sísmicos traz preocupações em diversas regiões.

Ricardo Alves26 de junho de 2026 às 12:20
Terremotos no Brasil: fenômeno raro provocando danos e mortes

Os terremotos, embora pouco frequentes no Brasil, deixaram suas marcas com episódios de avarias e até fatalities nas últimas décadas. Entre 1720 e 2023, o país registrou 5.571 abalos sísmicos, segundo a Rede Sismográfica Brasileira (RSBR), que agrega informações de várias instituições especializadas.

Nesta semana, moradores de estados como Amazonas, Roraima, Pará e Amapá sentiram a terra tremer devido a poderosos tremores que atingiram a Venezuela no dia 24. Essas movimentações sísmicas, muitas vezes oriundas de vizinhos sul-americanos, chegam ao Brasil já enfraquecidas.

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Quando as ondas de um terremoto nos Andes ou no Caribe se propagam para o Brasil, elas podem ser mais percebidas em áreas urbanas, especialmente em prédios altos.

Frequência e magnitude dos terremotos

Apesar do alto número de sismos, a maioria deles não é sentida no país. Segundo o SGB, em média, 20 abalos de magnitude superior a 3,0 acontecem anualmente, e apenas dois superam 4,0 na escala Richter. Terremotos de grande magnitude, acima de 7,0, ocorrem uma vez a cada 500 anos no Brasil, enquanto no Chile essa frequência é de uma vez a cada três anos.

Dom Pedro II foi um dos primeiros a documentar um terremoto no Brasil, em 1886, em Petrópolis.

O tremor de 1886, sentindo por Dom Pedro II, foi classificado com magnitude de 4,3 e teve efeitos notáveis na região, como danos leves. Em contraste, o Chile experimentou um terremoto de magnitude 9,5 em 1960, o mais forte já registrado.

Implicações dos terremotos nos centros urbanos

O impacto dos terremotos varia conforme a profundidade e a distância do epicentro. Sismos profundos, mesmo com magnitudes elevadas, tendem a ter efeitos reduzidos. Por exemplo, sismos registrados na fronteira entre Brasil e Peru em 2015 ocorreram a cerca de 600 quilômetros de profundidade, limitando sua destrutividade.

Atividade sísmica no Nordeste

A região Nordeste apresenta a maior atividade sísmica no Brasil, com casos notáveis como o tremor de 5,1 graus em João Câmara, RN, em 1986, que danificou milhares de edificações e deslocou 26 mil pessoas. Outros incidentes no Ceará em 1980 e 1968 também resultaram em danos significativos.

Além disso, o SGB confirmou a morte da menina Jesiane Oliveira da Silva, de 5 anos, durante um terremoto em 2007 em Minas Gerais, sublinhando a seriedade de tais eventos, mesmo sendo raros.

Atividade humana e terremotos

A localização do Brasil, distante de bordas de placas tectônicas, reduz a probabilidade de tremores devastadores, mas atividades humanas, como a construção de barragens e extrações de petróleo, podem induzir sismos. Por exemplo, a hidroelétrica de Capivari-Cachoeira enfrentou atividade sísmica entre 1971 e 1979.

Para melhorar o monitoramento sísmico, a Petrobras anunciou um investimento de 450 milhões de dólares em um projeto que visa mapear geologicamente a Bacia de Santos.

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