Atividade econômica recua em três regiões até março de 2026
Ceará destaca-se com maior queda de 1,4% no período.

Em março, a atividade econômica apresentou recuo em três das cinco regiões do Brasil em comparação com fevereiro, de acordo com o Índice de Atividade Econômica Regional do Banco Central, divulgado na quarta-feira (20).
As regiões Norte e Sul registraram uma queda de 0,3%, e o Sudeste não ficou atrás, apresentando um declínio de 0,1%. Por outro lado, o Nordeste e o Centro-Oeste mostraram crescimento, subindo 0,7% e 0,6%, respectivamente.
✨ O Ceará foi o Estado mais afetado, com uma retração de 1,4%.
O levantamento abrange 14 estados, e oito deles enfrentaram declínios em março em relação ao mês anterior. Na sequência do Ceará, os estados que mais recuaram foram Paraná (-0,8%), Espírito Santo (-0,7%), e Rio Grande do Sul (-0,6%). Os outros estados a registrar queda foram Pernambuco (-0,6%), Bahia (-0,5%), Minas Gerais (-0,5%) e Pará (-0,1%). São Paulo permaneceu inalterado, com um crescimento de 0,0%.
Avanços em outros estados
A performance positiva veio de Mato Grosso, que teve um crescimento de 1,2%, seguido por Rio de Janeiro (0,9%), e Amazonas (0,7%). Goiás e Santa Catarina também apresentaram avanços, com 0,5% e 0,2%, respectivamente. Esse desempenho no Centro-Oeste é significativo para as cadeias agropecuárias e a logística de escoamento.
Embora o indicador do BC não forneça uma análise setorial específica, é possível avaliar tendências ao longo do tempo. Comparando com março de 2025, todas as regiões perceberam um crescimento, com o Nordeste se destacando com um incremento de 4,6%.
Nos dados acumulados de 2026 até março, verifica-se que o Nordeste cresceu 3,4%, enquanto Sudeste avançou 2,0% e tanto o Sul quanto o Norte tiveram um aumento de 1,6%.
Em um período de 12 meses, o Centro-Oeste lidera com uma expansão de 3,9%, seguido pelo Norte (3,2%) e Nordeste (3,0%). O Sul (2,3%) e o Sudeste (1,7%) também mostraram crescimento, mas em índices inferiores.
Contexto
O IBCR regional oferece uma visão útil sobre as disparidades na atividade econômica entre as regiões, sendo essencial considerar informações complementares sobre os setores de produção, industrial, de serviços e comércio para compreender os efeitos no agronegócio.
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