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economia
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Aumento da inadimplência em crédito rural preocupa produtores

Endividamento no setor rural alcança 7,6% em maio

Carlos Silva02 de julho de 2026 às 05:10
Aumento da inadimplência em crédito rural preocupa produtores

Em maio de 2026, a inadimplência do crédito rural entre pessoas físicas subiu para 7,6%, conforme os dados recentemente divulgados pelo Banco Central. Esse aumento representa um crescimento alarmante em relação ao mesmo mês do ano passado, quando a inadimplência era de apenas 1,6%.

No mês anterior, a taxa de inadimplência estava em 7,5%, e em março chegou a um pico de 7,7%, segundo as Estatísticas Monetárias e de Crédito do BC. O índice de atrasos superiores a 90 dias nas operações financeiras também se manteve estável em 13,4% em maio, igual ao resultado de abril. Nas operações com taxas reguladas, a inadimplência subiu ligeiramente de 3,3% para 3,4%.

O saldo problemático do crédito rural, que inclui operações inadimplentes, prorrogadas e renegociadas, subiu para R$ 201,8 bilhões, correspondendo a cerca de 23% da carteira ativa.

Entre os empréstimos para pessoas jurídicas, a inadimplência se mantém baixa, em 0,8%, ainda distante do pico de 5,9% registrado em 2019. No entanto, o crescimento do saldo problemático do crédito rural acendeu um alerta entre os produtores.

Contexto

Os produtores do Rio Grande do Sul, região onde quase 40% do crédito rural enfrenta problemas, estão organizando manifestações em Brasília para solicitar uma abordagem mais generosa para a renegociação de suas dívidas.

O Ministro da Fazenda, Dario Durigan, prometeu uma nova proposta para o programa Desenrola, que visa a repactuação das dívidas dos produtores. Ele enfatizou a necessidade de apoiar aqueles que realmente enfrentam dificuldades financeiras, sem que isso prejudique o sistema financeiro nacional.

Entretanto, há preocupações sobre a eficácia da nova proposta. Anteriormente, uma medida provisória criada para ajudar os produtores endividados resultou na liberação de apenas metade dos R$ 12 bilhões disponíveis, devido a regras limitantes e uma burocracia excessiva.

No Congresso, parlamentares que defendem os interesses do setor agrícola enfatizam a urgência de uma renegociação abrangente utilizando fundos públicos, embora essa abordagem ainda careça de consenso sobre o impacto fiscal.

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