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economia
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Aumento do petróleo pressiona preços de bens industriais em 2026

Impacto da guerra no Oriente Médio eleva inflação em bens industriais

Camila Souza Ramos30 de maio de 2026 às 08:50
Aumento do petróleo pressiona preços de bens industriais em 2026

O aumento no preço do petróleo está impactando rapidamente o setor de bens industriais, conforme evidenciado pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), que registrou uma alta de 0,61% em abril de 2026, superando os 0,32% do mês anterior.

A escalada de preços após as tensões no Oriente Médio afetou a oferta global e, embora os bens industriais tenham acumulado uma alta de 2,41% nos últimos 12 meses, este número está abaixo da inflação total de 4,39% do IPCA. Especialistas preveem uma aceleração em torno de 3,2% a 3,8% até o final de 2026.

A inflação dos bens industriais deve se tornar uma preocupação crescente devido ao aumento dos custos com transporte e insumos.

Segundo Andréa Angelo, da Warren Investimentos, dados do atacado sugerem uma reversão de um ambiente até então favorável. Um núcleo industrial do Índice Geral de Preços - Disponibilidade Interna (IGP-DI) subiu 2,5% em abril, representando a maior taxa para o mês desde 2010.

Matheus Dias, economista do Instituto Brasileiro de Economia da FGV, complementa que o aumento do petróleo tem provocado uma elevação generalizada nos custos industriais e de logística. Por exemplo, as embalagens plásticas registraram um aumento significativo, passando de 33% para 38% em apenas um mês.

Impacto no Agronegócio

Esse movimento de alta nos preços ressalta a preocupação com os custos de transporte, embalagens e produtos industrializados na cadeia alimentar, o que pode pressionar ainda mais os preços no setor agropecuário.

Além disso, o aumento dos preços do poliéster, decorrente do petróleo, pode elevar a demanda pelo algodão, potencialmente influenciando seu preço no futuro. No entanto, a intensidade do repasse de custos finais aos consumidores vai depender do comportamento do petróleo, do câmbio e da demanda interna.

Atualmente, os dados sinalizam uma diminuição da tendência de alívio inflacionário dos bens industriais, sem evidências concretas que permitam prever os impactos além das estimativas já mencionadas.

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