Grupo de alimentos continua a pressionar a inflação brasileira

Mais uma vez, o setor de alimentos e bebidas lidera a alta da inflação brasileira, com um aumento de 1,33% em maio, conforme divulgado pelo IBGE. Este resultado, revelado hoje (12), demonstra estabilidade em relação ao mês anterior, apresentando uma leve redução de 0,01 ponto percentual.
Os preços de alimentação nas residências subiram 1,65%, majoritariamente devido a aumentos significativos em itens como a batata-inglesa (44,69%), o tomate (20,62%), a cebola (16,80%) e as carnes (1,39%). Esses produtos já tinham registrado altas em abril e seguem a tendência de aumento desde o início do ano.
Por outro lado, alguns itens apresentaram quedas, como o café moído, com uma desvalorização de 2,38%, e frutas, com uma redução de 0,70%. Enquanto a alimentação fora de casa teve um crescimento menor, de 0,49%, refletindo uma leve desaceleração dos preços de lanches e refeições.
✨ A inflação geral do Brasil em maio foi de 0,58%, uma desaceleração em relação aos 0,67% contabilizados em abril.
O avanço contínuo nos custos de alimentos não apenas afeta os consumidores, mas também ressalta como a produção agrícola e as safras influenciam os índices de inflação. Os fatores climáticos e as oscilações de oferta foram indicados como causas principais das variações de preço nestes produtos.
A safra de cana-de-açúcar no Centro-Sul do Brasil resultou em uma diminuição de 6,20% no preço do etanol em maio, revertendo uma alta anterior. Essa queda, apesar da demanda crescente por combustível em meio à tensão no Oriente Médio, contribuiu para a desaceleração da inflação no setor de Transportes.
Além do etanol, o preço do óleo diesel também recuou 2,34%, o que é positivo para o agronegócio, dado seu uso essencial em maquinário agrícola e no transporte de produtos, ajudando a aliviar custos logísticos que impactam o preço dos alimentos.
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Jornalista especializado em Economia

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