Balança comercial do Brasil registra superávit de US$ 6,4 bilhões
Superávit em março de 2026 mostra queda em relação ao ano anterior

Em março de 2026, o Brasil alcançou um superávit de US$ 6,4 bilhões na balança comercial, embora esse valor represente uma diminuição de 17,2% em relação ao mesmo mês do ano anterior, conforme revelou um relatório da Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de São Paulo.
Esse declínio no saldo comercial se deve, principalmente, ao aumento das importações, que subiram 20,1%, totalizando US$ 25,2 bilhões. Em contrapartida, as exportações também cresceram, porém em um ritmo mais modesto de 10%, somando US$ 31,6 bilhões.
✨ O agronegócio brasileiro se destacou, contribuindo com um superávit de US$ 13,5 bilhões, apesar de outros setores registrarem um déficit de US$ 7,1 bilhões.
As exportações do agronegócio totalizaram US$ 15,4 bilhões, apresentando uma leve diminuição de 0,7% em comparação ao mesmo mês de 2025. A soja em grão permanece como o principal produto exportado, com um crescimento de 4,3%.
Os segmentos de proteínas animais também mostraram desempenho positivo, especialmente a carne bovina in natura, que atingiu US$ 1,4 bilhão com um notável aumento de 29%, estabelecendo um novo recorde para março. As exportações de carne de frango e suína acompanharam essaTrend, com incrementos de 5,6% e 28,9%, respectivamente.
Nas importações, o Brasil registrou US$ 1,9 bilhão em produtos do agronegócio, refletindo um aumento de 11,3% em relação ao ano anterior, com destaque para o álcool etílico e a soja em grãos.
Situação no Estado de São Paulo
No âmbito estadual, São Paulo reportou um déficit na balança comercial de US$ 1,8 bilhão em março, número superior ao registrado no mesmo período de 2025. Esse resultado é consequência do aumento de 30,2% nas importações, que chegaram a US$ 8,0 bilhões, diante de um crescimento de apenas 7,2% nas exportações, que somaram US$ 6,2 bilhões.
O agronegócio paulista obteve um superávit de US$ 1,6 bilhão, com exportações totalizando US$ 2,2 bilhões, refletindo uma queda de 11,8% em relação ao ano anterior. Os produtos que mais contribuíram para essa queda foram os do complexo sucroenergético e o suco de laranja.
Apesar dessas quedas, houve crescimento nas exportações de carnes in natura, tanto bovina quanto de frango, além de algodão. As importações do agronegócio em São Paulo aumentaram 21,3% na comparação interanual, alcançando US$ 573,1 milhões em março, com destaque para a entrada de pescados, especialmente o salmão.
No total do primeiro trimestre de 2026, o agronegócio paulista exportou US$ 6,0 bilhões e importou US$ 1,5 bilhão, resultando em um superávit de US$ 4,5 bilhões, o que corresponde a 13,5% do saldo positivo nacional deste setor.
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