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economia
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Banco Central amplia contas em moeda estrangeira para empresas

Novo regulamento visa modernizar o câmbio e reduzir custos operacionais

Tiago Abech18 de junho de 2026 às 19:20
Banco Central amplia contas em moeda estrangeira para empresas

O Banco Central do Brasil anunciou uma nova resolução que permite a ampliação das contas de depósito em moeda estrangeira, a partir de 1º de outubro. Essa iniciativa visa modernizar o mercado cambial e facilitar as operações internacionais para empresas.

As novas diretrizes, publicadas nesta quinta-feira (18) no Correio BC, têm como objetivo aumentar a eficiência das transações internacionais e diminuir os custos operacionais das empresas que atuam globalmente. Apesar das mudanças, o BC reafirmou que não haverá alteração nas regras que proíbem o uso de moeda estrangeira para pagamentos dentro do país.

Quem pode abrir contas em moeda estrangeira?

Anteriormente restritas a instituições financeiras e embaixadas, as contas poderão agora ser mantidas por um número maior de agentes econômicos. Entre os novos beneficiários estão pessoas jurídicas que exportam bens, empresas com dívidas em moedas externas, e sociedades com investimento estrangeiro. Também estão incluídas entidades não residentes que operarem com crédito externo ou investimentos diretos no Brasil.

A nova resolução traz regras específicas de segurança e gestão de risco para o uso dessas contas.

A regulamentação impõe restrições rigorosas, como a proibição de saques e depósitos em espécie. Para as empresas exportadoras, os valores em conta devem provenir de receitas de exportação ou transferências diretas do exterior.

Aspectos adicionais da resolução

A norma garante a isenção de operação de câmbio para transferências entre contas em moeda estrangeira, conforme as diretrizes já existentes. Entretanto, todas as exigências referentes à prevenção da lavagem de dinheiro e financiamento do terrorismo permanecem inalteradas.

Apesar das mudanças, o Banco Central não forneceu informações sobre o custo, volume de operações estimadas ou quantas empresas poderão se beneficiar das novas regras. O órgão também afirmou que o mercado será monitorado continuamente para garantir a conformidade com os padrões internacionais.

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